Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 24/10/2020
Na série “Educação Sexual”, a personagem Ruby tem suas fotos íntimas publicadas na internet, acarretando em uma série de eventos constrangedores para ela. Não distante da ficção, no Brasil, os crimes cibernéticos se tornam cada vez mais frequentes, seja por negligência dos usuários, ou pela ausência de punições para combater esses crimes. Cabe-se, então, a discussão desses desafios.
Em primeiro plano, vale ressaltar que com a evolução da internet, nossas informações privadas se tornam cada vez mais vulneráveis aos “hakers”, sendo necessário, então, uma maior atenção, pelos usuários, às medidas de proteção. Entretanto, os internautas não têm sido tão cuidadosos, adquirindo hábitos como: utilização da mesma senha em diversos dispositivos, ou até mesmo negando a utilização de antivírus em seus aparelhos. O resultado dessas atitudes no cotidiano pode ser desastroso, como ocorreu com a cantora Luísa Sonza e a exposição de suas fotos íntimas.
Além disso, cabe destacar que a ausência de punições eficazes contribuí para a persistência desses crimes. Afinal, segundo o “Principio da punição”, o importante não é a severidade da pena, mas a certeza da punição. Partindo desse conceito, entende-se que, no Brasil, a partir do momento que muitos desses criminosos seguem na impunidade, escancara-se a fragilidade do sistema brasileiro, deixando os infratores confortáveis em invadir a privacidade dos internautas por não temerem uma possível pena. Como ocorreu com a Carolina Dieckmann, em que foi necessária a criação de uma lei, após ela ter fotos íntimas publicadas.
Logo, para que a realidade brasileira seja diferente do exposto na série “Educação sexual”, cabe ao governo o desenvolvimento e o cumprimento de leis que contemplem essa realidade de forma educativa, garantindo que nenhum infrator passe pela impunidade, por meio da utilização de um sistema que possibilite a rápida identificação do criminoso, para que assim, os usuários de internet fiquem mais seguros.