Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 26/10/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratado uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que os crimes cibernéticos apresentam barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da exiguidade de privacidade, quanto do avanço incessante de ferramentas utilizadas por hackers. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Basilarmente, é crucial pontuar que a vulnerabilidade da sociedade mediante ao universo online deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, o Ministério Público Federal (MPF), contabilizou cerca de 133.732 queixas a respeito de delitos virtuais, como pornografia infantil, conteúdos de apologia e incitação à violência e crimes contra a vida e violência contra mulheres ou misoginia e outros. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar a deficiência no sistema de segurança on-line como promotor do problema. Partindo desse pressuposto, em vista da alta taxa de dados sobre denúncias criminais de cunho informático, é notório que o avanço tecnológico e a seguridade dos usuários não desenvolvem-se juntos. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o déficit na proteção nos dados e arquivos pessoais dos utentes da rede contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Destarte, com o intuito de mitigar a fragilidade da computação, necessita-se, urgente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Justiça e Segurança pública, será revertido em proteção e preservação de informações dos usufrutários da “web” rede, através de propagandas informativas, no intuito de guiar e orientar como se prevenir à ataques de hackers, além da criação de plataformas para a melhoria da segurança dos dados, de fácil uso e acesso. Desse modo, atenuar-se-à, em médio e longo prazo, o impacto nocivo dos desafios que precisam ser superados para alcançar um nível ideal de segurança digital, e a coletividade alcançará a Utopia de More.