Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 26/10/2020

A tecnologia cresce e se expande a cada dia, assim como nossos conhecimentos sobre ela. Todavia, nem todos usam esses conhecimentos para o bem, muitos utilizam suas habilidades para cometer crimes cibernéticos, atividades criminosas que tem como alvo ou faz uso de um computador, o que é de fato lamentável porque essas habilidades poderiam ser úteis para a sociedade como um todo .

No Brasil, segundo o Ministério Público Federal, são registrados pelo menos 366 crimes cibernéticos em todo o país e segundo a pesquisa “TIC Domicílios 2019”, o mesmo país tem 134 milhões de usuários de internet, ou seja, 134 milhões de possíveis vítimas de ataques online, pessoas que usam dessa tecnologia para seu conforto ou trabalho e infelizmente tem que ficar atentas para não “hackearem” sua privacidade e segurança.

O documentário lançado pela empresa Netflix “Privacidade Hackeada” e o filme “O Círculo” do diretor James Ponsoldt mostram bem essa realidade, no primeiro, é evidenciado o caso de uso ilegal dos dados de usuários do Facebook nas eleições americanas de 2016 e no segundo, uma empresa admistra um sistema de câmeras pelo mundo todo e essa “transparência” se torna sombria até para seus funcionários. Os dois trabalhos tem em comum a questão de cibercrimes e a falta de controle que os usuários da tecnologia tem de suas próprias vidas.

É inaceitável como esses crimes se tornaram comuns, e é extremamente necessário trabalhar para arranjar uma intervenção. Para esta finalidade, há algumas propostas a serem levadas em conta, como o governo ter o dever de incentivar a propaganda e noticiários, para que as pessoas façam uso consciente da internet e saibam como se proteger de um crime cibernético, dicas como não entrar em sites suspeitos e baixar antivírus eficientes podem ajudar. Além do sistema legislativo melhorar as leis e penas para este tipo de crime e diferentes setores cooperarem para acabar com esses crimes.