Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 30/10/2020
A Revolução Técnico-Científica do século XX fomentou a criação dos humanos e a mídia constantemente conectados. Nesse sentido, os indivíduos não vão apenas restringir a tecnologia imposta pelo mercado, mas também pensar de forma não crítica sobre as limitações do uso das redes sociais. Assim, esses fatores têm causado a subversão dos direitos humanos, motivo de discussão entre professores e alunos, devido à falta de informação e à indiferença das pessoas contra esse crime.
É indubitável que o mecanismo interativo do mundo globalizado aumentou a ilusão de prazer, incluindo a sensação de poder ao máximo, induzindo assim a formação de dupla personalidade por trás da máquina. De acordo com o pedagogo Paulo Freire: “Se a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda”. Dessa forma, a injustiça do comportamento das pessoas está relacionada à falta de verificação da pessoa na imagem do avatar, que se sente e pode se ofender. Isso evidencia a falta de conhecimento da sociedade ao lidar com as novas mídias sociais.
Outrossim, a civilização perdeu sua capacidade de se posicionar, ou seja, o conhecimento tecnológico se desenvolve em velocidades supersônicas, ao contrário, a reflexão sobre os valores humanos se desenvolve lentamente. Além disso, mesmo com a lei que combate a intimidação no cyberbullying sancionada no Governo da Dilma Rousseff, as pessoas tentam superar não só as atitudes hostis do agressor, o que pode agravar a situação, como também não sabem agir de forma a guardar as provas com intuito de combater as hostilidades. Decerto, o ser humano procura abdicar-se das decisões tomadas no ambiente interativo, como o Facebook, de tal forma que os danos causados por essa violência sejam apaziguados.
Portanto, diante desses fatores, o governo federal deve cumprir a lei constitucional, que exige que o homem seja responsabilizado por atividades ilegais nas redes sociais, que podem causar dor e sofrimento a terceiros. A fim de efetivar as ações estatais, o terceiro setor, composto por associações às quais buscam se organizar para conseguir melhorias na sociedade, precisa, também, conscientizar os pais seja na atenção à linguagem corporal de seus filhos, seja na participação das atividades escolares. Ademais, as diretorias das escolas devem encarar o assunto cyberbullying com mais seriedade, de modo reprimir as ofensas e promover a discussão dos temas da filosofia como ética e moral entre os estudantes. Logo, o problema estará resolvido assim que essas medidas sejam tomadas.