Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 28/10/2020
No período da Revolução Industrial foi desenvolvido diversos tipos de tecnologias com o objetivo de facilitar e melhorar a vida da sociedade. Contudo, no período contemporâneo o ambiente virtual se tornou nocivo para o homem, no qual, a máquina se transformou em seu pior inimigo, o que causa desafios no combate aos crimes cibernéticos. Seja pela falta de punições a respeito dos crimes cometidos no âmbito virtual, seja pela escassa educação informática da população. Dessa forma torna-se uma problemática.
Em primeiro plano, a falta de punições no âmbito virtual, corrobora para os desafios no combate aos crimes cibernéticos. Podemos observar que no século XXI, devido ao Covid-19 foi necessário a compra de 84 respiradores via internet, porém parte dos equipamentos adquiridos não foram entregues, os que foram apresentaram defeitos de fábricas. Esse incidente levou milhares de pessoas à óbito, o que torna a tecnologia nociva a sociedade porque, por meio de máquinas os indivíduos ganham espaço para prejudicar e aniquilar sua própria existência.
Outrossim, é imperativo pontuar que a escassa educação informática da população permite que os algoritmos façam mau uso das informações pessoais. Análises realizadas sobre a utilidade das opções de privacidade disponíveis pelo Facebook mostram que, “cerca de 87% dos usuários possuem configurações padrões”. Isso ocorre, porque o principal objetivo das plataformas é o engajamento, para que isso ocorra, a sociedade não deve receber educação informática, consequentemente, não saberá utilizar as configurações de privatização e com isso os algoritmos terão acesso à dados pessoais, dissipando-os para engajar a plataforma.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Comunicação em parceria com O Ministério da Educação deve erradicar a falta de punições no âmbito virtual e promover educação informática para a população, por intermédio da criação de algoritmos que denunciem atos criminosos, aplicando punições conforme sua gravidade e o oferecimento de cursos e palestras gratuitas que ensinem técnicas de como melhor utilizar as configurações de privatização, a fim de que o ambiente virtual não se torne nocivo ao homem. Espera-se, com isso, que o mundo cibernético alcance o que foi almejado na Revolução Industrial.