Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 02/11/2020

A tecnologia ganhou notoriedade durante à Segunda Guerra mundial com Alan Turing, e sua máquina que decifrava códigos nazistas. E durante à Guerra Fria, surgiu a internet a partir de pesquisas de militares. De modo que, com o passar dos anos foram se aperfeiçoando e fazendo parte das vidas das pessoas, consequentemente, acessos em massa à internet e tecnologias, e construindo uma sociedade da informação ou a da era digital. Entretanto, com acesso à população e facilidades de comunicação surgiu também o interesse de empresas de marketing pelos dados de navegação dos usuários. Dessa forma, é necessária uma discussão sobre a invasão de privacidade pelas redes sociais e a falta de políticas públicas para crimes cibernéticos.

Certamente, as empresas de tecnológicas de comunicação como: facebook, Instagram e outras redes invadem a privacidades dos usuários. Em consoante, segundo o documentário “Dilema das Redes” produzido pela Netflix, traz evidente este contexto de problematização, pois ex-funcionários destas empresas relatam o processo de manipulação e invasão dos dados do usuário. Em contrapartida, os dados são fornecidos e vendidos para empresas de marketing. Neste sentido, mostra-se de como as pessoas estão vulneráveis e expostas à sua privacidade. Sendo assim, a este processo deixa claro a falta de políticas públicas eficazes.

Outrossim, vale ressaltar que governo é displicente quanto esse controle, pois não há fiscalização que controle essa invasão. De acordo com a Constituição federal, o estado deve garantir a proteção da privacidade e dos dados pessoais, segurança do usuário e os direitos humanos. Sob essa perspectiva, destaca-se o rompimento deste direito ao utilizar as ferramentas tecnológicas. Dessa maneira, mostra a falta de leis atuantes para os crimes cibernéticos.

Destarte, evidencia-se a importância de a criação de políticas públicas eficazes para combater a invasão de privacidade pelas redes sociais. Dessa forma, cabe ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, criar leis que proíbam o fornecimento destes dados para que as pessoas tenham o poder de decisão, se seus dados devem ou não ser fornecidos. Além disso, deve-se criar software que para que os usuários tenham o poder de escolha, se querem serem monitorados.