Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 30/10/2020
No filme norte-americano ‘‘A senha: Swordfish’’, o enredo gira em torno de um hacker e um espião, que juntos, quebram o sistema de segurança máxima e roubam milhares de dólares. Casos como este, ultrapassam as ficções e ocorrem, diariamente, no mundo real. No entanto, os crimes de maior planejamento, envolvendo ou não uma facção, são de difícil combate e, até mesmo, aqueles menos sofisticados e casuais, passam impunes, o que revela o déficit no sistema de segurança virtual, além de ampliar o espaço para recorrência, progressivamente, de crimes cibernéticos.
Debate-se muito, correntemente, sobre o Anonymous, definidos popularmente como um grupo de hackers, o mesmo se intitula como uma legião que vaza informações. Depois de alguns anos inativo, o grupo voltou nesse mesmo ano de 2020, quando divulgou o processo jurídico do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, além de liberar dados pessoais do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro. Apesar do Anonymous agir em prol de, por exemplo, denúncias de corrupção e ativismo político, suas condutas, ainda assim, se configuram como crimes. No entanto, nem mesmo o FBI consegue identificar as identidades por trás da legião, o que alarga as indagações feitas no mundo inteiro. Ademais, o exposto em questão deixa evidente o quão paradoxal é o espaço cibernético, já que, mesmo com inúmeras vantagens, a internet se torna, cada dia mais, um espaço periclitante.
Outrossim, em 2014, milhares de sul-coreanos foram negativamente surpreendidos ao terem seus dados bancários e pessoais roubados, estes foram vendidos para empresas de telemarketing, o que resultou no cancelamento dos cartões somado à um prejuízo incalculável. O episódio teve repercussão mundial e ficou conhecido como ‘‘O pesadelo sul-coreano’’. Salienta-se que, em casos como o citado, a adoção de um sistema de controle, baseado em login e senha para acesso, possivelmente, amenizaria ou evitaria o ocorrido. Diante disso, é inegável que a negligência, por parte das redes de controle, em relação a criação e aplicação de sistema seguros, acarreta em vazamento de informações pessoais que, eventualmente, causa impactos para a vítima.
Destarte, o controle sobre os crimes cibernéticos torna-se improbo, todavia, imprescindível. Sendo assim, os gestores de controle sobre dados em redes virtuais devem investir em criptografia, por meio de novas programações visando a diminuição, tal como, do vazamento de informações, o que diminuiria o índice de crimes cibernéticos. No mais, com o crescente número de delitos virtuais, é viável que o Congresso Nacional conceda espaço para aprovação de novas leis, a fim de garantir a tranquilidade dos navegantes na internet, e ainda, a punição para aqueles que infringem a lei. Em suma, toda forma de violação ao direito de privacidade e segurança, deve ser combatida.