Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 30/10/2020
De acordo com o pensador Jean Jacques Rousseau, o Estado tem o dever de cumprir com a Constituição Nacional, obedecendo os princípios nela instituída, prezando sempre pelo bem-estar dos cidadãos. No entanto, percebe-se que essa ordem é negligenciada ao observar que os desafios nos combates aos crimes cibernéticos são criteriosos por deturpar a imagem de indivíduos na sociedade. Logo, convém analisar como a invasão de privacidade, em consonância com o avanço de delitos virtuais, merecem olhares mais críticos de enfrentamentos.
Inicialmente, é primordial apontar a invasão de privacidade a principal responsável por pessoas serem expostas. Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, as relações construídas por intermédio das redes sociais são frágeis e mediadas por suportes tecnológicos, na qual sempre vai existir disputas entre pessoas dispostas à acabar com a reputação de outras por motivos de “vingança”, por exemplo, lecionando arquivos confidenciais, como fotos intimas. Concomitante a isso, é repugnante que “hackers”, tal como são conhecidos esses seres, usufruam de seu tempo dispostos a difamar e denigrir a imagem e reputação de outros, podendo esses, desenvolverem um quadro de doenças psicóticas, como a depressão.
Outrossim, está correlacionado com o crescimento exponencial de delitos virtuais, principalmente infantis, recorrentes nos aplicativos online, como o “omegle”. Nesse aspecto, é interessante sobrelevar o descuido dos pais e/ou responsáveis pelo menor de idade, que, com o avanço da tecnologia robótica, estão tendo acesso com maior facilidade a sites adultos e, com isso, crianças inocentes são seduzidas a conversas de adultos que as expõem em sites pornográficos. Sob esse viés, é repugnante que pessoas maduras exerçam essa lamentável ação com acriançados íntegros e puros que nem imaginam a veracidade que esse ato pode tomar.
Infere-se, portanto, que a invasão de privacidade atrelada aos delitos virtuais resultam disfunções e necessitam serem atenuadas. Destarte, é mister que o Governo Federal, em associação com a sociedade, os pais e os meios eletrônicos, atuem na disseminação e criação de medidas protetivas afim de visarem a interferência nos crimes cibernéticos, por meio de reuniões comunitárias, conversas entre pais e filhos e campanhas que alertem às entidades sobre esse problema. Então, essa parceria vai ocorrer de forma que o Governo invista verbas provenientes dos royalties do petróleo em ONG’S para analisar se as reuniões estão sendo feitas; agentes que façam visitas às famílias para ter a certeza de que o diálogo está acontecendo; e por fim, que as mídias digitais ampliem conteúdos que despertem o interesse da população para entender sobre tal caso. Em síntese, essa mazela social será mitigada.