Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 30/10/2020

A internet foi desenvolvida pela marinha americana com o objetivo de interligar informações militares. Hodiernamente, seu uso foi ampliado a nível social, permitindo a troca de informações por pessoas do mundo inteiro. Entretanto, devem-se avaliar os pontos negativos do seu uso, para que esses desafios possam ser superados.

As redes sociais possuem um poder transformador de encurtar e facilitar a troca de informações entre pessoas. Contudo, a facilidade de se criar perfis falsos permite a exposição do lado preconceito do indivíduo, que se sente mais seguro de expor seus ódios na rede do que no mundo real. Ademais, entre os atos de ódios mais comuns estão os raciais, religiosos e os xenófobos. Desses crimes cibernéticos cometidos diariamente uma pequena parcela chega a ser investigado pelas delegacias especializadas.

De acordo com o físico Albert Einstein: “Tornou-se aterradoramente claro que a nossa tecnologia ultrapassou a nossa humanidade”. Essa frase demostra o descompasso na relação do ser humano com as redes socias, em que uma tecnologia que deveria servir para encurtar as boas relações se tornou um meio de propagação de ódio. De resto, a falta de uma legislação punitiva e investigadores especializados na área limita a condenação dos crimes cometidos por usuários na rede.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para a erradicação do ódio na internet. Destarte, o estado, representado pelo poder legislativo aliado as secretarias de segurança pública deve ampliar as delegacias especializadas em crimes virtuais, capacitando os investigadores para que atos de ódio seja alvo de inquérito policial quando necessário. Além disso, o Ministério da Justiça deve fazer parcerias com as empresas privadas responsáveis pelas redes socias com o objetivo de orientar os usuários a denunciarem casos de ódios. Assim, o combate a esse grave problema será realizado em conjunto com sociedade e o poder público. Compreendendo que “A internet é um oceano de conhecimento, mentes brilhantes navegam, já as medíocres naufragam.” Izabel Borba.

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