Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 31/10/2020
Com os avanços tecnológicos, diversas tarefas do dia-dia que precisariam ser feitas pessoalmente, passaram a ter como aliado o smartphone. Esse dispositivo possibilita fazer desde tarefas mais simples como pedir um alimento por um aplicativo, a mais complexas como efetuar movimentações financeiras em bancos. No entanto, muitos dos usuários dessa ferramenta não tem conhecimento de sua vulnerabilidade e riscos, podendo ser uma vítima em potencial de cybercrimes. Diante disso, fica clara a necessidade de ações que visem combater os crimes cibernéticos no Brasil, visto que grande parte da sociedade não possui conhecimento dessa problemática.
A priori, a falta de uma educação tecnológica é um importante vetor que contribui significativamente para o aumento no número de vítimas de crimes virtuais. Segundo uma pesquisa publicada no portal de notícias G1, oito em cada dez pessoas entrevistadas dizem não utilizar antivírus em seus celulares, admitindo ainda ter desconhecimento da importância disso para uma utilização segura desses dispositivos. Isso denota o elevado risco ao qual muitos brasileiros estão expostos, sendo que mesmo com a uso desses programas de proteção, o usuário não está plenamente seguro.
Outrossim, a forma como muitas organizações criminosas de hackers tem atuado, dificulta a ação rápida da inteligência policial na elucidação de crimes cibernéticos. Exemplo disso foi um sequestro de informações que ocorreu em um hospital particular da grande São Paulo em 2019, no qual os criminosos bloquearam toda rede interna hospitalar, impossibilitando o acesso a prontuários e outros dados de pacientes. A instituição teve que pagar a quantia de dois milhões de resgate para que pudesse reaver o sistema. Diante disso, fica evidente a necessidade de coibir tais atos que lesam tanto instituições públicas como privadas.
Nesse contexto, fica clara a necessidade de buscar medidas que coíbam os crimes cibernéticos no Brasil. Para isso, o Ministério da Educação em conjunto com o da Ciência e Tecnologia, devem desenvolver cursos a serem disponibilizados nas escolas, com o intuito de proporcionar uma educação tecnológica para a geração hiperconectada, revelando os riscos da não utilização de softwares de proteção e a necessidade do uso consciente dos celulares no dia-dia, sem pôr em risco suas informações e dados pessoais. Somado a isso, o setor privado junto com o Governo Federal, podem buscar em outros países como o próprio EUA, ferramentas de proteção para empresas e servidores, com o intuito de evitar situações como ocorrida no hospital de São Paulo, visando antecipar qualquer ação de organizações criminosas, e diminuir os riscos. Somente assim será possível uma mudança nesse quadro tão preocupante.