Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 31/10/2020

Após a Guerra Fria, o acesso à internet foi facilitado e as pessoas se tornaram mais conectadas e integradas. Hoje, juntamente com ampliação desse cenário, crescem também os crimes digitais e a problemática combate e resolução desses. Nessa conjectura, é perceptível a falta de suporte para vítimas e, também, a dificuldade para encontrar o criminoso responsável.

Convém destacar, a priori, que as vítimas não recebem apoio e suporte adequado. Isso porque, muitas vezes, crimes cibernéticos são banalizados e não recebem a importância necessária, de modo que muitos usuários não conhecem seus direitos e as medidas que devem ser tomadas. Um bom exemplo é a Lei Carolina Dieckmann, que pune  a divulgação de fotos íntimas sem consentimento, mas ainda é pouco conhecida pelo grande púbico. Dessa forma, é perceptível a falha em assessorar usuários que não conhecem direitos e deveres.

Ademais, em muitos casos, ainda ocorre dificuldade em encontrar o indivíduo responsável. Isso por conta das diversas contas falsas e dificuldades de rastreio de computadores e acessos, o que torna a internet, aparentemente, uma “terra de ninguém”. Uma analogia pode ser feita com o grupo “Anonymous”, que realiza denúncias e exposições de casos mundiais e até então não se tem conhecimento sobre a organização ou suas lideranças. Dessa maneira, é notável o desafio de encontrar e responsabilizar muitos criminosos digitais.

Fica claro, portanto, que o combate de crimes cibernéticos deve ser ampliado. Diante dos fatos apresentados, é ideal uma parceria entre centrais de atendimento ao consumidor de rede sociais, advogados criminalistas e psicólogos para ampliação do setor de suporte ao usuário, por meio da criação de uma plataforma específica para suporte psicológico das vítimas, direcionamento das medidas posteriores e reunião de dicas sobre como evitar tais crimes, com o objetivo de auxiliar os usuários e evitar outros crimes e danos posteriores. Além disso, é necessária uma ação entre profissionais de tecnologia da informação e especialistas em mídias digitais para organização de uma comissão especializada na localização de criminosos digitais, mediante ao treinamento específico de jovens estudantes, ampliação qualitativa dos recursos disponíveis e integração de toda a equipe como o objetivo de facilitar a descoberta desses criminosos e o combate aos crimes cibernéticos.