Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 03/11/2020
A Constituição Federal de 1988, prevê a todo cidadão o direito à dignidade. No Brasil atual, entretanto, a falta de mobilização do Estado, permitiu que pessoas de diferentes lugares tivessem seu aparelho eletrônico hackeado. Nesse sentido, convém analisar as causas, consequências e possível solução dos crimes cibernéticos no país.
É fundamental pontuar, de início, que a insuficiência das leis e a falta de preocupação das pessoas em relação ao uso de mecanismos de proteção são causas agravantes da invasão de hackers. Nesse sentido, recentemente o presidente da república, Jair Bolsonaro, foi hackeado e, teve seus dados cadastrais, como endereço e telefone divulgados, portanto, a polícia não conseguiu identificar os criminosos. Dessa forma, é inadmissível que tais fatores continuem contribuindo na formação de um problema com dimensões cada vez maiores.
É imprescindível pontuar, também, que são consequências da dificuldade do combate aos crimes cibernéticos, principalmente, o roubo da identidade da vítima, quebra de sigilos bancários, invasão de sistemas e a publicação de informações pessoais. Isso ocorre devido à falta de segurança nos aparelhos e nas redes domésticas para garantir proteção contra vírus e ameaças, assim como a insuficiência de leis para garantia da punição dos invasores. Segundo a empresa de segurança da informação, Unysis, em 2019 foi registrado que cerca de 85% dos brasileiros foram vítimas de crimes virtuais.
Portanto, para que as prescrições constitucionais não sejam apenas teóricas, mas se tornem medidas práticas, é necessária uma ação mais organizada do Estado. Assim, o indivíduo deve proteger seus aparelhos de maneira eficaz, por meio sistemas de segurança, como senhas fortes, proteção da rede doméstica, assim como contra vírus. O governo, por sua vez, deve colocar mais em prática as leis criadas, com o objetivo de punir os hackers e, que as pessoas não tenham seus dados pessoais invadidos e expostos. Espera-se, com isso, diminuir os crimes cibernéticos no Brasil.