Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 02/11/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Entretanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que os crimes cibernéticos apresentam barreiras que impedem a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto principalmente da negligência estatal. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desse aspecto, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Primordialmente, é importante ressaltar que o problema deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à educação virtual oferecida a sociedade. Nesse sentido, segundo o pensador inglês Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem estar social, entretanto, isso não ocorre de forma efetiva, uma vez que, de acordo com um levantamento feito em 2018 pela associação SaferNet Brasil,  são registrados mais de 300 crimes cibernéticos por dia apenas no Brasil. Logo, devido a falta de campanhas que conscientizem-nos, a população negligencia o uso de mecanismos básicos de segurança, como o antivírus, em seus aparelhos pessoais. Por conseguinte, seus dados individuais podem ser roubados e usados em crimes como estelionato e chantagem.

Portanto, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática. Dessarte, com intuito de mitigar os impactos nocivos do óbice, Cabe ao povo exigir, através de manifestações pacíficas, medidas de conscientização mais incisivas por parte do Estado para barrar o avanço dos crimes cibernéticos, uma vez que manifestações coletivas têm imenso impacto nas decisões políticas, a fim de que sociedade no geral, consequentemente, conscientizem-se. Desse modo, atenuar-se-á em médio e longo prazo o imbróglio, e a coletividade alcançará a Utopia de More.