Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 04/11/2020

O documentário produzido pela plataforma de streaming Netflix, “O Dilema das Redes”, mostra sobre a inteligência artificial e como que, sem a supervisão do governo, essa tecnologia pode cooperar para crimes cibernéticos. Fora das telas, a realidade é muito bem representada pela criação cinematográfica, pois esses delitos são muito decorrentes na população mundial, causando muita confusão para a sociedade. Logo, a falta de leis de privacidade digital, juntamente com a falta de recursos para a população proteger seus dados, faz com que o Brasil seja um dos países com mais crimes cibernéticos no mundo, segundo pesquisas da rede globo. Acarretando muitos riscos para os usuários de internet, como a publicação de dados pessoais sem a conscientização das pessoas. Portanto, remediar tal problemática é imprescindível.

Conforme os estudos do cientista Marcelo Modulo, toda ação que atuamos na internet é convertida em dados para o algoritmo nos recomendar conteúdos e propagandas voltadas para o nosso gosto. Esse é um avanço tecnológico muito importante para o comercio, por outro lado essas informações recolhidas sem permissão, deixam os usuários muito vulnerável a crimes cibernéticos, que podem usar esses dados para os prejudicar. Além de que, segundo a revista de informação Veja, os usuários brasileiros da internet, não possuem um antivírus ou proteção para os seus dados. Logo, deixando o acesso de hackers em seus dados mais fáceis, favorecendo a vulnerabilidade nas redes.

Outrossim, as leis de fiscalização da internet, no Brasil, são muito precárias. Além de que, segundo o documentário, o Dilema das redes, as plataformas digitas possuem muitos dados das pessoas em que são facilmente acessados por hackers. E a falta de intervenção do governo por meio de leis, favorece esses crimes, por não possuírem barreiras que dificultam o acesso a informações pessoais da população. Consequentemente, essa falta de fiscalização gerou traumas para muitas pessoas, inclusive famosos, como a Carolina Dieckmann, que teve suas fotos íntimas divulgadas na internet por criminosos digitais, gerando assim revoltas na sociedade que resultou na criação da lei Carolina Dieckmann, que tem como função a privacidade digital. Porém essa lei não é aplicada severamente, deixando passar muitos casos.

Portanto, medidas devem ser tomadas para não gerar traumas nas pessoas, como foi gerado em Carolina Dieckmann por conta de crimes cibernéticos. Para mudar essa situação, o governo, como instância máxima de organização, deve aplicar as leis de fiscalização da internet já existentes com mais vigor, podendo criar mais leis de privacidade de dados, por meio de um decreto. Para assim, as pessoas terem seus dados pessoais privados e com menores índices de crimes cibernéticos.