Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 04/11/2020
A constituição Federal de 1988, com a lei 13.772/12 promulgada em 2012, determina que a violação da intimidade e da vida pessoal dos cidadãos na internet, sem seu Consentimento é tida como crime. Diante disso, a detenção é a principal condenação. Contudo, é notório perceber que o decreto constitucional apresenta falhas, tendo em vistas que o número de crime cibernéticos no Brasil ampliou. Dessa forma, entende se que a busca inerente por dinheiro, bem como a falsa segurança tecnológica colaboram para o aumento dos delitos na web.
Em primeiro lugar, é válido ressaltar que muitos indivíduos, ao exporem alguém, buscam apenas obter lucro. A série televisiva “Control Z”, por exemplo, conta a história de jovens que tiveram suas intimidades pessoais expostas na internet e, ao descobrirem quem era o infrator, souberam que ele expôs os colegas por causa de dinheiro. Dessa maneira, entende-se que, enquanto os criminosos da web estão apenas interessados em bens materiais – (dinheiro), os prejudicados tendem a ficar bastante afetados – principalmente com relação à saúde mental.
Ademais, outro fator que corrobora para crimes na internet é a falsa segurança tecnológica. Segundo o professor e coordenador do Marketing Digital da Fundação Getúlio Vargas, (André Miceli), existe o paradoxo entre seguridade e liberdade no meio digital, já que quantos mais livres estivermos, menos seguros estaremos. Nesse viés, muitos cidadãos, ao acreditarem que estão mais seguros utilizando aparelhos móveis modernos, entram em sites e aplicativos desconhecidos utilizando senhas pessoais. Logo, acabam “caindo” em golpes, visto que, geralmente, utiliza-se a mesma senha para tudo - e os criminosos sabem disso.
Portando, fim de diminuir o número de crimes aplicados na internet. Outrossim, investir em programas digitais que achem mais rapidamente os indivíduos que cometeram as infrações na web e, além disso, dizer que nenhum dinheiro ganho, ao cometer o crime, poderá livrá-los da punição. Somente assim, mais cibercriminosos pagarão pelos seus atos cometidos.