Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 06/11/2020

O mundo, como previsto por Steve Jobs, é movido pela internet, uma vez que ela resulta na enorme integração entre todas as partes do globo, contribuindo diretamente para o avanço e desenvolvimento da sociedade. Todavia, o uso das mídias digitais e redes sociais, mesmo contribuindo positivamente em inúmeros fatores, apresentam também diversos riscos, entre eles os crimes cibernéticos. Invasões em contas pessoais, malwares, aplicativos e publicações com fins maliciosos são exemplos típicos de infrações virtuais, os quais ocorrem, na maioria vezes, por causa da falta de segurança e fiscalização desse meio digital. Além disso, o conhecimento restrito e a falta de ciência de muitos internautas contribuem para a ampliação da incidência desses delitos cibernéticos.

Em princípio, após o acometimento das Revoluções Industriais, o uso dos recursos tecno-científicos foi disseminado por todo o globo, possibilitando, assim, a inserção da população nesse âmbito digital. Contudo, as tecnologias, mesmo que mais avançadas, são fomentadoras de ataques cibernéticos, decorrentes da pouca segurança que meio digital propõe aos seus usuários, uma vez que o mesmo não possui uma fiscalização adequada, deixando os internautas sem privacidade e, por consequência, a mercê de ataques hackers. Ademais, os países em desenvolvimento, como o Brasil, não possuem uma legislação específica para combater os casos de crimes cibernéticos, o que por sua vez concede passe livre para que mais crimes assim ocorram e que seus infratores saiam impunes.

Outrossim, hodiernamente, o uso do celular é cada vez mais comum e frequente entre todas as pessoas, independentemente da idade. Entretanto, a falta de uma educação informática torna esses indivíduos mais propícios a sofrem com crimes virtuais, visto que não possuem os conhecimentos e a consciência necessária para usufruir, de maneira segura, do meio digital. Logo, seguindo o preceito imposto pelo ilustre físico, Issac Newton, é preciso que uma força externa aja sobre essa parcela da população, para retirá-los dessa condição uniforme de inconsciência tecnológica, e, então, fazer com que esses indivíduos percebam os riscos, para, mediante a isso, adotar providencias para diminuir as ameaças virtuais.

Destarte, é essencial desenvolver meios para combater diretamente os crimes cibernéticos, para que desse modo consiga-se melhorar a segurança dentro desse meio de integração. Logo, é primordial que o Governo, por intermédio do Poder Legislativo, crie uma emenda para abnegar os delitos virtuais e devolva, com o auxílio de especialistas, artifícios e algoritmos para encontrar infrações e violações aos direitos de privacidade do indivíduo dentro do meio digital. Ademais, o MEC deve ofertar uma educação digital gratuita a população, mediante a palestras e debates com especialistas nas vias midiáticas, para ensinar aos internautas inexperientes maneiras seguras de usar a internet a seu favor, salientando sempre a importância do resguardo no âmbito virtual. Ambas as medidas são fundamentais diante a perceptiva de reduzir a incidência dos casos de crimes cibernéticos, visto que essas soluções procuram penalizar os criminosos virtuais e tornar experiente a sociedade para usufruir desse meio digital. Agir assim, melhorará o convívio dentro da rede a qual, segundo Jobs, movimenta o mundo