Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 05/11/2020
Segundo Antônio Amurri, artista italiano, “A luta contra a criminalidade organizada é muito difícil, porque a criminalidade é organizada, mas nós não”. Nesse viés, no âmbito tecnológico, nota-se a falta de princípios sociais na população, pois a internet ganhou muito espaço nos últimos anos e, consequentemente, impôs nova capacitação para lidar com os avanços. Portanto, faz-se necessária maior participação social e governamental, para limitar os crimes cibernéticos.
Em primeiro lugar, é visível a infelicidade da população brasileira na área virtual. Para ilustrar, de acordo com a multinacional Symantec, empresa de segurança na internet, no Brasil, a cada minuto, 54 pessoas são vítimas de crimes cibernéticos. Desse modo, é imprescindível que os indivíduos tenham cautela em disponibilizar seus dados individuais para acessar redes sociais ou sites para compras online, inclusive quando o uso for em computadores públicos.
Por conseguinte, o Governo Federal deve se atentar em descobrir medidas para a identificação dos culpados. Haja vista, que os criminosos se valem do anonimato, visto que a incitação à violência, crimes contra a vida e misoginia são, na maioria das vezes, de autoria não identificada. Sendo assim, esquivar-se das armadilhas da web seria crucial, porém com o aporte governamental passa a ser definitivo.
Por fim, urge que o Governo Federal dê maior investimento planejado para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, para que crie parceria com a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), de modo proveitoso, para a criação de projetos com caráter operacional, fazendo levantamentos dos assuntos mais acessados pelos usuários e, a partir disso, atuar na busca dos criminosos que navegam com a ideia definida dos perfis que querem atacar. Logo, alcançaria resultados satisfatórios. Assim, o conceito de “criminalidade organizada” estabelecido pelo Amurri, tenderia a desorganização criminal.