Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 05/11/2020
A Internet surgiu durante a Guerra Fria e se tornou popular na década de 1990. Em todo o mundo traz muitos benefícios, pois além de promover a comunicação universal, democratiza o acesso à informação. Porém, as redes sociais e outras mídias relacionadas se tornaram espaços para a disseminação de discurso de ódio e violência virtual. No entanto, a Internet é apenas um reflexo da sociedade, portanto, para reduzir a ocorrência de cyberbullying, é necessário analisar suas causas.
Segundo Pierre Bourdieu, a violência simbólica ocorre sem coerção humana, mas causa danos psicológicos e morais. Nesse contexto, a Internet se torna um mecanismo opressor simbólico porque promove o cyberbullying de forma anônima. No entanto, as consequências desse comportamento não se limitam ao mundo virtual, porque violações psicológicas podem levar à depressão, que pode levar ao suicídio pessoal. Diante dessa situação, o ambiente virtual promove a existência de propagações de formas de preconceito e desprezo.
Outrossim, o número de cyberbullying continua a aumentar e os criminosos cometem vários crimes. Desse modo, afetando a autoestima dos usuários nas redes sociais, fazendo com que as pessoas fiquem frustradas e morram por conta disso. Porque, como disse o filósofo Émile Durkheim, “o indivíduo suicida-se para se livrar do sofrimento”. Portanto, crimes virtuais estão prejudicando vidas humanas. Embora existam leis, como a lei Carolina Dickman, ainda existem muitos erros que precisam ser corrigidos.
Dessa maneira, formas de se combater essa realidade enfrentada por diversas pessoas na atualidade, cabe a Secretaria de Segurança oferecer cursos práticos sobre como encontrar, combater e punir as pessoas que utilizam da internet para propagar ódio e maldade, diminuindo os casos já existentes, tornando melhor o ambiente que deveria ser a internet. Tornando real o que foi dito por Zygmunt Bauman: “Não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas”.