Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 07/11/2020
O acesso a ferramentas tecnológicas tem se expandido rapidamente em todo o mundo, tornando-o cada vez mais globalizado. Entretanto, da mesma forma que a tecnologia é utilizada como um facilitador, também serve como meio para muitas pessoas tirarem vantagem enganando outras. Um levantamento feito em 2018 pela associação SaferNet Brasil, em parceria com o Ministério Público Federal (MPF) contabilizou 133.732 queixas de delitos virtuais, como pornografia infantil, conteúdos de apologia e incitação à violência e crimes contra a vida e violência contra mulheres ou misoginia e outros, 110% do que havia sido registrado no ano anterior. Esses dados mostram que a situação vêm se tornando cada vez mais preocupante. Os caminhos que envolvem a solução dessa problemática são a disseminação de mais informações sobre os perigos virtuais à toda população e a criação de mecanismos de proteção de informação mais consistentes.
A priori é fato que conhecimento à cerca dos riscos no meio virtual ainda não tomou as proporções necessárias, o que faz com que muitos usuários estejam vulneráveis a crimes cibernéticos, por não saber como se defender desses ataques. Um erro muito comuns são o uso de serviços de internet de lojas, restaurantes e comércios em geral, a partir desse pequeno ato o provedor já possui facilmente a maior parte dos dados do usuário. Outra questão é a falta de precaução das pessoas ao disponibilizar suas informações pessoais em vários locais online, tanto em redes sociais quanto em sites de compra não confiáveis.
Outrossim muitos países não desenvolveram mecanismos de proteção de informações no meio digital consistentes, que é o caso do Brasil. Em um relatório sobre segurança digital emitido pela Business Software Alliance, uma organização que representa as maiores empresas de software do mundo, como a Microsoft, coloca o Brasil em último lugar entre os vinte e quatro pesquisados. O que também prejudica a economia, pois muitas empresas deixaram de investir por conta dessa insegurança das redes nacionais.
Afim de por em prática os caminhos para o combate aos crimes cibernéticos é preciso que medidas sejam tomadas. O governo deve disponibilizar aulas de informática e tecnologia da informação, com profissionais da área, direcionada a todos os públicos de forma gratuita para que assim toda a população saiba como se proteger no meio virtual. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação deve implementar recursos de segurança digital mais consistentes como por exemplo por meio da aquisição ou desenvolvimento de ferramentas computacionais com tecnologia forense para executar exames periciais. Com essas medidas os crimes cibernéticos serão reiteradamente abstidos.