Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 06/11/2020

“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. Por meio desse fragmento do poeta modernista Carlos Drummond de Andrade percebe-se que a sociedade encontrou obstáculos em sua jornada. Prova disso são os desafios no combate aos crimes cirbernéticos vividos no século XXI. Ademais, tendo em vista que tal fator tem como resultado apenas infortúnios aos indivíduos do mundo contemporâneo, faz-se necessária uma reflexão e também medidas que possam combatê-lo.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que em decorrência de uma sociedade que está completamente envolta na tecnologia, consequentemente a palavra “privacidade” perdeu seu significado e foi deixada de lado, o que gerou abertura para que indivíduos inescrupulosos cometessem os chamados crimes cirbernéticos. Assim sendo, esses indivíduos que hoje conhecemos como “Hackers” são capazes das maiores barbáries em um mundo virtual, que acarreta enormes prejuízos para a verdadeira realidade. Espionagem. Roubos de dados. Incitação ao ódio. São apenas algumas das atrocidades que hoje chamamos de delitos cirbernéticos.

Por conseguinte, presencia-se prejuízos psicológicos e financeiro como corolário do problema. Destarte, em 2018 o Ministério Público Federal, em parceria com a associação SaferNet Brasil, levantaram uma pesquisa onde foi contabilizado mais de 133.732 queixas sobre crimes virtuais. No livro Sociedade em Rede de Manuel Castells, salienta a importância de estar conectado e as maravilhas que isso pode trazer a vida da humanidade. No entanto, o mal uso desse instrumento chamado internet e a falta de segurança faz-se questionar se estar conectado é realmente essa maravilha defendida por Castells.

Portanto, medidas são necessárias para a resolução desse impasse. Em primeiro plano, o Ministério Público Federal, deve maior fiscalização na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), onde garatam a segurança de seus nacionalizantes, nesse espaço que pode ser obscuro e nefasto chamado “Internet”. Além disse, cabe ao mesmo em parceira com o Ministério da Tecnologia e Inovação, propagar campanhas publicitárias em meios midiáticos, sobre os perigos da rede e a importância de ser consciente e evitar a informação de dados no âmbito virtual, a fim de salvaguardar a integridade física e psicológica desses indivíduos. Pois, talvez assim possamos começar a tirar a pedra do caminho e seguir em frente.