Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 07/11/2020
A idade contemporânea é conhecida como a era digital. Os dispositivos eletrônicos se tornaram ferramentas imprescindíveis para os cidadãos, uma vez que são capazes de conectá-los na rede de internet e, dessa forma, permitir interações sociais e profissionais que são independentes da distância. Todavia, percebem-se fragilidades nesse âmbito, essas que, quando bem exploradas, podem colocar em risco informações sigilosas dos usuários. Dessa forma, é imperativo que as pessoas fiquem mais conscientizadas acerca dos crimes cibernéticos, bem como se abasteçam de maior entendimento sobre os métodos mais utilizados nas invasões.
Primeiramente, a rede de internet não é um local seguro, posto que a invasão de sistemas pode ocorrer de uma maneira trivial, bastando que o usuário clique em algum link, baixe um arquivo malicioso ou insira um pen drive em seu computador. Na série “Mr. Robot”, por exemplo, um dos personagens principais infecta um dispositivo móvel e o joga no chão de um estabelecimento para que um guarda de vigilância o pegue e, assim, ele consiga ter acesso remoto ao computador da vítima. Isso evidencia como um pequeno descuido, de inserir um pen drive no computador, pode causar danos irreversíveis à vida de alguém, posto que as informações pessoais podem ser vazadas e a pessoa pode ser extorquida, como aconteceu com a atriz Carolina Dieckmann.
Ademais, a grande incidência de crimes cibernéticos ocorre devido à falta de conhecimento das pessoas em computação. Conforme discorrido pelo pensador Francis Bacon, o conhecimento é poder. Aplicando essa ideia na perspectiva de crime cibernético, o hacker só consegue infiltrar no computador da vítima devido a ela não possuir conhecimentos suficientes concernentes à computação, sobretudo, aos métodos de invasão utilizados. Nesse viés, o conhecimento nessa linha poderia oferecer aos cidadãos maiores possibilidades de defesa e isso, por conseguinte, minimizaria, estatisticamente, a ocorrência dessas práticas.
Contudo, é evidente que as pessoas devem ser mais conscientes em relação aos crimes cibernéticos, bem como devem possuir maiores conhecimentos acerca de computação. Para isso, o Ministério da Educação deve criar cursos de informática que incluam os procedimentos básicos para a proteção contra os crimes cibernéticos. Os cursos, esses, devem ser democráticos e disponibilizados para todas as camadas sociais. Assim sendo, os espaços pessoais dos cidadãos comuns serão preservados e o bem-estar da população será aumentado.