Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 10/11/2020

O terceiro episódio da série Black Mirror, mostra um jovem que tem a webcam do notebook invadida e é flagrado em um momento íntimo. Os hackers, então, passam a chantagear o rapaz e o obrigam a se envolver em uma série de ações para não ter seu vídeo postado na internet. Fora da ficção, tal acontecimento é recorrente no cenário atual, já que invasões através de vírus têm se popularizado nos últimos anos. Dessa forma, compreende-se a necessidade da abordagem de tal tema, uma vez que é um método lucrativo para os praticantes, e em sua maioria, ocorrem sem o consentimento da vítima, que por sua vez, fornece informações sigilosas aos sites, acreditando estarem seguros.

Segundo levantamento da empresa de segurança virtual Symantec, em média os hackers costumam cobrar hoje US$ 679 para liberar os computadores infectados após as invasões. Desse modo, é notória a dificuldade dos envolvidos para a recuperação das informações fornecidas, tornando mais difícil a privatização após o fornecimento das informações. Além disso, muitos acabam perdendo os direitos às plataformas, uma vez que já foram rastreados a partir dos dados, sendo impossível a criação de novos usuários.

Nesse sentido, a primeira coisa a se notar é que a exposição excessiva na Internet pode tornar o usuário vulnerável a ataques digitais, já que os indivíduos tendem a compartilhar informações pessoais na rede e quase não há restrições na configuração das permissões dos aplicativos utilizados. Assim, o desempenho de hackers maliciosos pode ser promovido e, portanto, os dados do usuário também podem ser roubados, por exemplo, podem ser usados ​​em fraudes, falsificações ideológicas e ameaças. Tal fato é ilustrado nos ataques de phishing, que consistem no envio de links falsos enviados por email com pedidos de atualização de cadastro em um site real.

Em suma, para mitigar o problema, cabe às plataformas digitais elaborar medidas de segurança mais eficazes, como verificar a veracidade das informações fornecidas, afim de impedir que usuários externos tenham acesso às informações privadas. Além do mais, cabe ao Ministério da Comunicação fiscalizar as políticas de privacidade impostas pela rede, para monitorar o uso dos dados coletados pelos responsáveis da plataforma.