Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 10/11/2020

Crime cibernético é uma atividade ilícita que apresenta como meio de realização ou como alvo, uma rede de computadores ou um único dispositivo logado em rede. Na maior parte dos casos, esse tipo de crime ocorre visando a obtenção de lucro e é realizado por hackers. Em contrapartida, também podem ser efetuado com diversos outros objetivos e por pessoas ou grupos de pessoas comuns. Os crimes virtuais precisam ser combatido com seriedade pois podem culminar em situações graves como a produção ou difusão de pornografia infantil e a obtenção de dados confidenciais do governo.

Um levantamento feito em 2018 pela associação SaferNet Brasil, em parceria com o Ministério Público Federal, contabilizou 133.732 queixas de delitos virtuais. Dentre essas queixas, 60.000 eram de pornografia infantil. Tal dado pode ser compreendido pelo fato de que com a internet, as pessoas ganharam muito mais liberdade e facilidade para produzir conteúdos e disseminar os mesmo rapidamente. Esse tipo de crime é extremamente preocupante pois pode trazer às crianças envolvidas, sequelas para toda a vida, como transtornos psíquicos e comportamentais, distúrbios alimentares e doenças como depressão e ansiedade, que em muitos casos, levam ao suicídio.

Outrossim, a apropriação de informações sigilosas do governo como forma de crime cibernético, traz muitos perigos para as sociedades, como desajustes na economia pela divulgação de informações mal interpretadas e o consequente impacto no mercado das ações. Ademais, a intromissão na base administrativa de uma nação, pode levar a sociedade à um estado anomia, definido por Èmile Durkheim como ausência ou desintegração das normas sociais e classificado por ele como uma das “patologias”  da sociedade ocidental moderna.

Dessa forma, é notória a necessidade da presença de delegacias de cibercrimes não somente em alguns estados brasileiros, mas em todos e também da ampliação da abrangência de atuação das mesmas para que cubram crimes cibernéticos além dos financeiros. Isso deve se dar por meio de ações dos governadores estaduais em parceria com o Ministério da cultura no quesito da divulgação de tais delegacias nos veículos de comunicação. Assim, será viável a construção de um meio digital muito mais seguro e saudável para toda a população.