Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 13/11/2020
Consoante Arthur Schopenhauer,“Todo homem toma os limites de seu próprio campo de visão como os limites do mundo”, em sintonia com tal proposição, o atual mundo capitalista e globalizado apresenta diversas ineficiências quando à igualdade em todos os âmbitos, justamente pelo fato de que não é dado à todos as mesmas oportunidades e condições. Um exemplo claro disso é o aumento desenfreado dos crimes cibernéticos, que tangencia diversas causas e consequências, desde a falta de conhecimento até as preocupantes proporções que esses ataques podem alcançar.
O aumento dos ataques cibernéticos está ligado diretamente à falta de conhecimento tecnológico básico da população em massa, com isso, ao sofrer qualquer tipo de ataque dessa espécie, grande parcela da população não terá discernimento para lidar de forma correta de acordo com cada situação, isso se o indivíduo perceber o ataque. Essa deficiência faz com que hackers tenham cada vez mais interesse em atacar sistemas, uma vez que tem se tornado comum e acessível na visão deles.
Além disso, a globalização agrava ainda mais a deficitária apresentada, porque além de fazer com que usuários coloquem cada vez mais informações em dispositivos, por incentivar a interligação virtual a nível mundial, também incentiva a rotatividade de novas tecnologias, diminuindo a obsolescência programada e dificultando assim o acompanhamento por parte dos usuários, que não lidam com tais tecnologias de forma corriqueira e com facilidade. Com isso, o combate à crimes de natureza cibernética têm se tornado alvo de preocupação e gerado diversas medidas de combate, já que normalmente afeta negativamente muitas pessoas de forma grave.
Alinhado com o pensamento de Schopenhauer, devido ao fato de que é preciso conhecer para expandir seus próprios pensamentos, é necessário que existam medidas informativas à respeito do tema para que as pessoas usem dispositivos com prudência e cautela, prevenindo assim possíveis ataques, mas, mesmo que ocorram, as medidas serão tomadas de forma mais rápida e precisa. Para isso, o Ministério da Educação deve incluir palestras com profissionais específicos que atuam na prevenção de crimes cibernéticos, visando a conscientização dos alunos que se apresentam em processo de formação, gerando assim cidadãos conscientes que passarão tais pensamentos a diante. Além disso, a Mídia deve realizar o mesmo trabalho de educação, porém de uma forma mais clara e atrativa, para chamar atenção da população e educar o maior número de pessoas possível, ambos os órgãos devem ter como objetivo principal a prevenção de ataques e a instrução adequada em casos isolados que sofreram ou irão sofrer as adversidades dos crimes de natureza cibernética. Dessa forma, ocorrerá a diminuição do número de tais crimes e os usuários terão mais segurança e privacidade.