Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 12/11/2020

A internet foi desenvolvida pela marinha americana com o objetivo de interligar informações militares. Hodiernamente, seu uso foi ampliado a nível social, permitindo a troca de informações por pessoas do mundo inteiro. Entretanto, com a popularidade gerando aumento no uso do ciberespaço e a criação de mídias sociais, a sociedade está enfrentando problemas no que concerne aos crimes cibernéticos. Sendo assim, a falta de punição de crimes virtuais  e a falta de respeito para com outras pessoas são problemas que devem ser resolvidos.

No contexto abordado, é crucial analisar que as redes sociais possuem um poder transformador de encurtar e facilitar a troca de informações. Contudo, a rapidez e facilidade de se criar perfis falsos permite a exposição do lado preconceituoso do indivíduo, que se sente mais seguro de expor suas opiniões e intolerâncias na rede, ato criminoso que afeta e influência a população. Ademais, entre os atos de ódios mais comuns estão os raciais, religiosos e os xenófobos. Além disso, uma pequena parcela dos crimes virtuais cometidos diariamente chega a ser investigado pelas delegacias especializadas.

Outrossim, a falta de punição e o descaso de se investigar crimes ocorridos virtualmente, faz com que a população não tenha medo de cometer violações, assim aumentando os casos de delitos. Conforme o físico Albert Einstein: “Tornou-se aterradoramente claro que a nossa tecnologia ultrapassou a nossa humanidade”. Sendo assim, a frase demostra o descompasso na relação do ser humano com as redes sociais, em que a tecnologia que deveria servir para encurtar as boas relações se tornou um meio de propagação de ódio.

É necessário, portanto, que ainda há entraves para a erradicação do ódio na internet. Destarte, o estado, representado pelo poder legislativo, aliado as secretarias de segurança pública, devem ampliar as delegacias especializadas em crimes virtuais, capacitando os investigadores para que atos de ódio seja alvo de inquérito policial quando necessário. Além disso, o ministério da justiça deve fazer parcerias com as empresas responsáveis pelas redes sócias com o objetivo de orientar os usuários a denunciarem casos de ódios. Assim, os crimes cibernéticos diminuirão exponencialmente.