Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 16/11/2020
Icebergs, grandes massas de gelo que flutuam sobre a água e possuem apenas 20% de seus corpos visíveis, enquanto os outros 80% estão submersos. A isso se assemelha a internet, que mostra apenas a sua face boa e seus benefícios, atraindo novos adeptos a cada dia, todavia, muitos desses usuários não conhecem “o outro lado da internet”, no qual os crimes cibernéticos estão presentes de maneira significativa. A força desses atos ilegais se deve à falta de conhecimento das pessoas e à dificuldade na busca pelos autores desses crimes.
A princípio, muitos usuários das redes virtuais desconhecem os riscos que elas trazem consigo, o que facilita a aplicação dos crimes cibernéticos. Isso se comprova com o dado da pesquisa do Ministério Público Federal em parceria com a Associação SaferNet Brasil, de que em 2018, houve 110% de aumento no número de queixas de delitos virtuais em relação ao ano anterior. Nesse sentido, observa-se que a quantidade de usuários aumenta naturalmente, todavia o conhecimento a respeito não se propaga na mesma proporção, o que torna cada vez mais pessoas suscetíveis a esses atos ilegais.
Ademais, a dificuldade na busca pelos autores desses crimes exigem muito mais investigação, visto que tudo é feito em um meio imaterial. Essa situação é ilustrada com o pensamento de Steve Jobs, fundador da empresa de produtos eletrônicos Apple, de que a tecnologia move o mundo; entretanto, nota-se que ela está movimentando a atual sociedade, ao considerar que, por conectar todo o planeta por meio de redes virtuais, tudo se torna mais próximo, permitindo com que o criminosos se encontre em locais diferentes do quais o crime é localizado, dificultando muito a sua identificação e localização.
Sendo assim, fazem-se necessárias ações governamentais de combate aos crimes cibernéticos. A princípio, cabe ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da rede nacional de televisão e das redes sociais, ofertar entrevistas com especialistas no assunto, informando como isso acontece, os riscos e as maneiras de se proteger, para que assim, o conhecimento seja propagado e as pessoas consigam se preservar dos crimes virtuais. Além disso, a Organização das Nações Unidas deveria, por intermédio de uma parceria com os países, tornar obrigatório que se informe o documento o endereço de IP (protocolo de internet) ao acessar todo e qualquer site, para que dessa forma, torne-se mais fácil a identificação e localização de cada pessoa, se necessário. Assim, os icebergs voltarão a ser apenas mais um elemento geográfico, e não mais uma associação à internet.