Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 19/11/2020
Há alguns anos a preocupação com a segurança de usuários de internet tem se tornado prioridade em um país desenvolvido como o Canadá. No Brasil, porém, a negligência demonstrada por parte do Estado ao combate aos crimes cibernéticos revela o quão necessário é o debate sobre esse assunto na sociedade. Nesse sentido, é necessário analisar tal quadro, intrinsecamente ligado a aspectos educacionais e de políticas públicas.
Primeiramente, é possível afimar que o baixo senso crítico da população ao acessar possíveis links e e-mails maliciosos é um dos principais agravantes da situação. Sob esse âmbito, os criminosos usufruem dessa vulnerabilidadde e, por meio da criação notícias sensacionalistas e promoções falsas ocorre o roubo de dados pessoais. Partindo desse pressuposto, esse cenário corrobora a visão do filósofo Kant, visto que, sem educação, o homem, de fato, não é capaz de ser bem-sucedido em sua vida e pode até mesmo ser enganado por pessoas desonestas.
Além disso, evidencia-se, por parte do Estado, a ausência de políticas públicas suficientemente efetivas para o combate aos malfeitores. Essa lógica é comprovado pelo papel passivo que o Ministério da Educação exerce na administração do país. Tal Ministério ignora ações que poderiam, potencialmente, promover a diminuição de pessoas afetadas com esses crimes, como a criação de um currículo escolar mais eficiente que inclua aulas sobre o uso da internet. Dessa forma, é lícito afimar que a postura dos governantes contribuem para a perpetuação desse cenário negativo.
Portanto, com a intenção de seguir o bom exemplo de países desenvolvidos, o governo federal deve agir. Nesse sentido, o Ministério da Educação deve adicionar no currículo escolar de alunos do ensino médio, aulas sobre como usar aparelho eletrônicos de forma adequada e segura, por meio da ajuda de professores capacitados que simularão na prática para os alunos como os criminosos podem se portar, com a finalidade de disseminar essas informações e, assim, proteger a população. Espera-se, com isso, uma diminuição de crimes cibernéticos.