Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 18/11/2020

Na série de origem espanhola “Control Z”, disponível na NETFLIX, muitos crimes cibernéticos são cometidos e levam a consequências mortais. A partir disso, é possível compreender que na atual sociedade crimes cibernéticos são registrados no mundo todo e podem levar a consequências irreversíveis. Isso advém, principalmente, pela máscara criada pela internet que proporciona o anonimato e também no espaço virtual, as constantes humilhações perseguem a vítima a qualquer hora e em qualquer lugar.

Em primeiro lugar, é importante destacar que de acordo com o site “Jusbrasil”, A cada minuto, 54 pessoas são vítimas de crimes cibernéticos no Brasil. Os crimes cibernéticos abrangem não somente chantagens e bullying, mas também crimes como pedofilia, invasão e roubo de dados. Tudo isso é possível pelo anonimato concedido pela tecnologia, fazendo com que seja bastante difícil identificar o agressor, o que aumenta a sensação de impotência e, consequentemente, proporcionando muita facilidade de cometer atrocidades cibernéticas.

A internet, vista de modo geral, é uma ferramenta muito útil, visto que é possível efetuar pagamentos, conversar com pessoas quando e onde quiser, entre outros. No entanto, é uma ferramenta muito usada para crimes, pois assim como conversas podem ser feitos de qualquer lugar do mundo e a qualquer hora, crimes também podem, sem o perigo de serem pegos. No Brasil, os ataques a computadores brasileiros quase triplicaram em 2011 em relação ao ano anterior.

Portanto, medidas devem ser tomadas para resolver tal impasse. Sendo assim, o governo precisa garantir que a legislação nacional para evitar e combater crimes cibernéticos acompanhe o ritmo dos avanços tecnológicos, a fim de acabar, ou pelo menos minimizar tais problemas. Apesar de precauções já criadas, como, por exemplo do novo Marco Civil da Internet, as leis atuais são ineficientes para combater as ameaças existentes. Ademais, o Brasil precisa de um plano nacional de segurança cibernética e deve criar um órgão oficial para orientar sua estratégia nacional sobre o mesmo.