Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 18/11/2020

Recentemente foi lançado um documentário pela Netflix denominado “O dilema das redes sociais”, no documentário pessoas que já trabalharam em empresas desenvolvedoras das principais redes sociais, demonstraram como os algoritmos controlam a vida dos usuários e ainda pontuam um problema que vem se agravando cada dia mais, os crimes cibernéticos. Estes crimes tem se perpetuado pela dificuldade de se encontrar os respectivos responsáveis e ainda contribuído para a disseminação delitos de cunho ofensivo nas redes sociais, fazendo-se necessário um profundo debate sobre o tema.

Deve-se pontuar, de início, que encontrar um responsável direto é um trabalho complexo, visto que, muitas vezes estes infratores se escondem por meio de informações falsas ou programas codificados. A partir do ano de 2014, quando a utilização da internet no Brasil se tornou mais efetiva, os crimes virtuais se tornaram mais recorrentes. O número de ocorrências de roubos de dados, propagandas enganosas e até mesmo estelionato pelo meio virtual vem se expandindo, o que gera grande desconfiança nos usuários ao efetuar compras ou transações. Segundo o psicólogo e cientista, Burrhus F. Skinner, “O problema não é se as máquinas pensam, mas se os homens fazem.” Analogamente ao pensamento de Skinner, podemos constatar que a falha não esta dentro dos servidores, mas no ser humano que os utiliza com ganância, sendo necessária a efetivação de leis mais rígidas.

Ademais, as redes sociais se tornaram um local de propagação de ódio, fazendo com que os índices de crimes de cunho racista, homofóbico e sexista crescessem exponencialmente, e ainda que o ciberbullying, e a pornografia infantil se tornassem ainda mais  agravantes. A disseminação de noticias falsas entre estes meios também tem contribuído para o aumento destes crimes, pois através da propagação destas calúnias acorrem diversas discursões que em geral acabam em ofensas. A eficiência ao se compartilhar algo transformou em uma arma perigosa, podendo o usuário escolher salvar ou punir alguém. De acordo com o físico alemão, Albert Einstein, “tornou-se evidente que a nossa tecnologia excedeu nossa humanidade.” Sob esse viés, ressalta-se o ponto de vista egoísta dos usuários que decidem o destino de seus igual através de uma tela sem utilizar qualquer parâmetro.

Nesse sentido, urge que o Estado formule protocolos mais eficientes em relação aos crimes cibernéticos. O Ministério da Justiça e Segurança Pública, responsável pela defesa da ordem jurídica e das garantias constitucionais, deveria contratar programadores e uni-los a policia federal, para gerar a criação de um programa que torne mais fácil a procura dos infratores virtuais, e também, se aliar as redes sociais para executarem um projeto contra a disseminação de ódio nos meios sociais, contando com propagandas dentro das redes e[ com o auxílio deles para a resolução de crimes virtuais.