Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 24/11/2020

Segundo a Lei da Inércia, de Newton, a tendência de um corpo é permanecer parado se nenhuma força atua sobre ele. Sob essa lógica, é possível perceber a mesma situação no que tange à questão do combate aos crimes cibernéticos. Nesse contexto, em virtude da falta de debate e da insuficiência de leis, surge um problema desafiador, que deve ser revertido.

Convém salientar, a princípio, que o silenciamento é um fator determinante para a persistência da problemática. De acordo com Foucault, nas sociedades pós-modernas, muitos temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. Nesse viés, verifica-se uma lacuna em torno dos debates sobre o combate aos crimes cibernéticos, o que contribui para a falta de conhecimento da população. Dessa forma, sem a abordagem desse tópico pelas pessoas, a sua resolução torna-se ainda mais dificultosa.

Em segunda análise, outro entrave encontrado é a insuficiência legislativa. Conforme Aristóteles, a principal função da política é garantir o respeito entre as pessoas de uma sociedade. Contrariamente, no Brasil, a falta de combate aos crimes cibernéticos não encontra o respaldo político necessário para que seja resolvida. Com isso, ações de remediações são impossibilitadas, o que acaba agravando o problema.

Portanto, uma intervenção faz-se necessária. Para isso, é preciso que o Ministério da Educação, em parceria com o Poder Judiciário, promova espaços para rodas de conversa sobre a questão no ambiente escolar. Tais eventos podem ocorrer no período extraclasse, contando com a presença de professores, especialistas em segurança e cientistas da computação. Além disso, esses eventos devem ser abertos à comunidade, a fim de que mais pessoas possam compreender a importância do combate aos crimes cibernéticos. A partir dessas ações, poderá se consolidar uma internet mais segura para todos.