Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 25/11/2020
O ataque aos telefones de diversas autoridades públicas, inclusive o presidente da república, no último ano, fez ressurgir o debate acerca dos crimes cibernéticos no Brasil. Tais crimes tem apresentado um crescimento nos últimos anos, com o país registrando cerca de 366 ocorrências diariamente. Nesse contexto, vários são os desafios no combate aos crimes cibernéticos, sobretudo, a falta de educação informática, por parte das pessoas, e a falta de leis mais específicas e rígidas contra tais crimes.
Com o advento da internet, o principal meio de comunicação passou a ser o ambiente digital. Nesse contexto, as pessoas passaram a armazenar muitas informações pessoais em smartphones e notebooks. Porém, devido à falta de conhecimento informático e das táticas dos criminosos, uma quantidade elevada de pessoas caem em armadilhas deixadas por eles, sobretudo anúncios e sites falsos, expondo seus dados e informações sigilosas. Além disso, as empresas que armazenam tais informações, muitas vezes, não investem o suficiente em segurança cibernética, que atrelado a falta de conhecimento de muitos indivíduos, facilita o ataque de hackers, como ocorreu com o presidente brasileiro.
Outro fator que também dificulta o combate aos crimes cibernéticos é a falta de uma legislação mais rígida e protetora contra estes crimes, deixando hackers e criminosos em uma situação mais confortável para cometerem seus delitos. Tal situação é extremamente preocupante, pois coloca o sistema digital brasileiro em risco, com os dados de milhões de pessoas passíveis de serem roubados e não haver uma punição efetiva contra tal ação, afastando, também, o investimento de empresas no país.
Assim, faz-se necessário que o ordenamento jurídico se adeque as demandas digitais, a fim de combater os crimes cibernéticos, inibindo os criminosos e dando segurança jurídica às empresas e à população. Além disso, o governo deve colocar no programa nacional de ensino do MEC, a educação informática, no ensino fundamental e médio, de modo a orientar as pessoas sobre as armadilhas digitais criadas por criminosos.