Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 28/11/2020

A internet é sem dúvidas um dos grandes adventos da contemporaneidade, sendo ela fundamental para o funcionamento de grande parte dos objetos que fazem parte do nosso cotidiano, como celulares, computadores e até mesmo alguns aparelhos de televisão. Porém, com esse enorme crescimento do meio internético inúmeros problemas foram salientados, dentre eles a grande facilidade de se deparar com um malware (programa malicioso) resultando, muitas vezes, na ocorrência de crimes cibernéticos os quais vão desde o roubo de dados, até extorsão. Dessa forma, a tomada de medidas que combatam os malwares e consequentemente os cibercrimes são de salutar importância para o ambiente virtual.

Assim como o meio externo era completamente desconhecidos para os habitantes da Caverna de Platão, a internet ainda é para muitos um ambiente a ser explorado, o que torna essas pessoas suscetíveis a crimes virtuais, já que elas não sabem diferenciar o perigoso do seguro no meio virtual. Isso posto, é ocasional que esses indivíduos cliquem, por acidente, em links que baixam programas maliciosos em seus aparelhos, os quais acabam roubando informações e tornam o usuário refém de quem está por trás do malware. Dessarte para que haja uma redução do número de casos de crimes cibernéticos é fundamental que as pessoas aprendam a identificar e se afastar de arquivos, links e sites que são suspeitos e provavelmente carregam softwares perigosos consigo.

Além disso outro grande fator que corrobora para a manutenção do alto índice de crimes virtuais é o fato de que a impunidade é uma constante para aqueles que realizam golpes via ‘‘web’’. Dado o fato de que o Brasil não possui um órgão que investigue especificamente os delitos cometidos na internet, os criminosos conseguem, facilmente, fugir da punição ao usarem de artifícios como endereços de IP e nomes falsos, que os tornam invisíveis aos olhos do poder judiciário nacional. Logo, a fim de que o conceito grego de isonomia - segundo o qual todos devem ser iguais perante a lei - alcance os ciber-criminosos e os puna, uma forma de investigação específica para esses casos deve ser elaborada.

Torna-se evidente, portanto, a necessidade de medidas mitigadoras no que tange a incidência de crimes virtuais. Assim, cabe ao Ministério da Ciência e Tecnologia, juntamente ao poder executivo, criar um órgão voltado para casos de delitos relacionados a internet, o qual seria composto por pessoas com conhecimento do meio cibernético, como técnicos da informação e hackers ‘‘do bem’’, sendo responsável não só pela identificação e denuncia de criminosos na web, como também pela divulgação de quais são as maneiras mais comuns de se contrair um malware e como evita-los, ensinando, dessa forma, os usuários casuais  da internet a se protegerem. Isto feito, a internet, certamente, será um ‘‘mar’’ mais seguro de se navegar.