Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 01/12/2020

A Revolução Técnico-Científica-Informacional, iniciada por volta da década de 70, alterou fortemente os paradigmas socioculturais. Nesse contexto, as tecnologias emergentes impuseram novas necessidades aos cidadãos. Diante dessa perspectiva, a violência, até então restrita ao mundo físico, adentrou ao ciberespaço de diversas maneiras e impôs desafios inéditos à sociedade. Nesse sentido, percebe-se que, embora as empresas de tecnologias desenvolvam ferramentas para evitar os crimes cibernéticos, o analfabetismo digital de uma parcela de população contribui negativamente para superação desse cenário.

A priori, é necessário destacar as medidas adotadas pelas companhias de tecnologia na promoção da segurança da informação. É sabido que a criptografia remonta da Antiguidade e era utilizada para manter privada a troca de mensagens. Diante da utilidade desse método, desenvolveram-se, no contexto atual, novos conhecimentos que tem como base o princípio de codificar informações afim de dificultar o acesso a elas por invasores. Desse modo, o uso de senhas, leituras biométricas e o uso de “firewalls” vêm sendo aperfeiçoados para aumentar a segurança contra os cibercriminosos. Logo, fica evidente que as empresas desenvolvedoras buscam continuamente maneiras de assegurar a integridade virtual dos usuários e, dessa forma, combater os crimes cibernéticos.

Contudo, embora o uso dos aparatos tecnológicos tenha se intensificado ao longo da última década, o analfabetismo digital ainda é persistente e facilita ações criminosas.  Sob tal perspectiva, verifica-se que apesar do uso massivo de aplicativos, muitos usuários não se atentam para as questões de privacidade e segurança, haja vista os inúmeros casos envolvendo softwares espiões noticiados pela mídia. Para ilustrar, destaca-se o popular “FaceApp”, o qual envelhecia fotos e, comprovadamente, solicitava acesso às informações pessoais em troca do seu uso e que, por negligência, os internautas permitiam. Dessa forma, consta-se que, mesmo com as tecnologias de segurança oferecidas, o indivíduo, por pouco conhecimento acerca do assunto, compromete seus dados.

Em síntese, nota-se que ferramentas de segurança da informação não são suficientes para combater os crimes cibernéticos. Diante desse cenário, com o objetivo de alfabetizar digitalmente a sociedade, é dever das escolas desenvolver as aptidões tecnológicas dos alunos e da sua comunidade por meio de aulas de informática, financiadas pelo Ministério de Ciência e Tecnologia, que abordem todos os aspectos do mundo digital. Essa aulas devem ser viabilizada para todas as idades e devem ter como foco a segurança da informação. Dessa forma,  os crimes virtuais serão menos frequentes e seus efeitos na sociedade minimizados.