Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 14/02/2021
Com o advento da internet moderna, as pessoas têm muito maior interação com a rede global do que no passado. Tornou-se comum o armazenamento de fotos pessoais, senhas de banco e contas de redes sociais em nuvem. Não há mais dúvidas se o usuário está sendo espionado, mas sim a certeza de ter a sua privacidade invadida, pois essas informações sigilosas estão no controle de alguma poderosa empresa global, como a Apple, a Microsoft, a Google, entre outras.
Em primeiro lugar, o hábito de se utilizar serviços globais tornou-se comum para as mais diversas tarefas. Hoje, os “backups” (cópias de segurança) de fotos não são mais feitos por “pen drives”, mídias óticas (CDs e DVDs) e discos rígidos externos, mas serviços em nuvem; as locadoras e lojas de CDs foram extintas e, em seu lugar, utilizam-se aplicativos de “streaming”, como o “Spotify” para músicas e a “Netflix” para filmes e séries. Por meio da praticidade dessas plataformas, a globalização proporcionou, como seu nome sugere, comportamentos uniformes praticamente no mundo inteiro.
Consequentemente, essa facilidade toda tornou as pessoas mais expostas a crimes cibernéticos, especialmente àqueles ligados à privacidade do usuário, que é insistentemente violada. A principal desculpa das empresas globais para isso é o “aprendizado de máquinas”, sistema no qual os dados do cliente são expostos e utilizados por outras empresas para a melhor associação entre os desejos do indivíduo e os produtos anunciados por elas. Tal confiança é mais uma imposição necessária ao uso dos serviços do que propriamente credibilidade no bom uso de todas essas informações; multiplicam-se os casos de fotos íntimas divulgadas publicamente e dados sigilosos, como endereço, identidade e números de cartões de banco vazados. Isso tornou-se uma constante global.
Diante desse cenário, conclui-se que a facilidade e a melhoria nos serviços fornecidos pelas grandes empresas globais virou o maior entrave no combate aos crimes virtuais. Ela trouxe consigo uma grande negligência por parte do público quanto à segurança dos seus dados – o usuário já não se importa mais com a possibilidade de eles serem mal utilizados ou vazados – esse comportamento é o maior entrave no combate aos crimes virtuais porque dá maior poder a quem possui essas informações e isenta os responsáveis por elas de limites ou restrições em seu uso.