Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 24/12/2020

Com o advento da Revolução Industrial, o meio tecnológico aprimorou-se e fez-se presente nas mais diversas relações humanas. Entretanto, a segurança e a confiabilidade desses meios não é satisfatória, o que resulta em crimes cibernéticos, o qual traz riscos à privacidade e à intimidade dos seus usuários, bem como às suas próprias vidas. Entre os principais fatores facilitadores para esses tipos de violações pode-se apontar a superexposição dos indivíduos nas redes sociais, os quais não consideram os perigos desses ambientes e acabam tornando-se vítimas deles. Logo, é válido analisar as inúmeras consequências e as variadas causas que fomentam essa problemática.

A princípio, vale pontuar que, apesar da existência de regulamentos que coíbam a emergência dessas transgressões, os desafios no combate à essa questão ainda são abundantes. A exemplo disso, é possível citar a criação do Regulamento Geral de Proteção de Dados, o qual, apesar de constituir um conjunto de leis que visam proteger os cidadãos utilizadores das plataformas online, a realidade da insegurança e da instabilidade dessas esferas está longe de ser mudada. Dessa forma, aliado à falta de cuidado dos usufruidores das redes digitais, os múltiplos delitos tornam a reaparecer.

Ademais, a insipiência sobre o uso seguro das novas tecnologias e a escassez de precaução dos usufruidores, ao expor de maneira exacerbada nos espaços digitais comunicativos, pioram a questão da periculosidade nesse universo. Assim, crimes como o vazamento de dados íntimos e confidenciais, a difusão de conteúdos de pornografia infantil e casos de pedofilia, são comumente encontrados no meio eletrônico. Além disso, como afirma dados do site “O Globo”, o qual declara que a população jovem é a mais inserida na era digital, a baixa instrução para essa parcela da sociedade sobre o uso correto das mídias tecnológicas culmina na ausência de proteção desses seres. Posto isso, observa-se as ameaças que o sujeito pode sofrer ao não usar essas inovações ao seu favor.

Portanto, é perceptível os empecilhos para o combate aos crimes cibernéticos. Diante disso, cabe ao Poder Executivo, aos veículos digitais e às instituições familiares ações para garantir a segurança do usuário tecnológico e campanhas que divulguem sobre os riscos e as maneiras de usufruir das redes sociais de maneira segura. O Executivo deve aplicar e cumprir as leis que objetivam protejer os dados desses desfrutadores. Os veículos digitais precisam criar mecanismos para refrear a difusão de conteúdos sensíveis e algoritmos capazes de identificar e denunciar os protagonistas do roubo de dados dos utilizadores das redes sociais. Por fim, escolas devem promover aulas para alertar o público jovem sobre os males e as transgressões presentes no universo tecnológico. Só assim será possível desfrutar dos benefícios da era tecnológica, sem colocar em risco a própria segurança e privacidade.