Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 29/12/2020

Por volta do século XX, nasce a Revolução Técnico Científica trazendo grandes avanços tecnológicos como computadores, celulares e internet. Com o decorrer dos anos, tais ferramentas foram aprimoradas para satisfazer as necessidades dos brasileiros, infelizmente, não são completamente utilizadas para o bem estar social, como é o caso do Brasil que sofre com os crimes cibernéticos, já que o país não proporciona segurança aos mecanismos de comunicação digital, além de uma lei ineficiente.

Com a modernidade dos avanços tecnológicos, os brasileiros se expõem cada vez mais com o uso de dados pessoais em sites de compras e publicações em redes sociais, no entanto, percebe-se que a segurança virtual não inovou paralelamente com a tecnologia. De fato, o Brasil está longe de ser um exemplo em segurança digital, em um relatório emitido pela Business Sofware Aliance (BSA) coloca o país em último lugar nos vinte e quatro paises pesquisados, sendo exemplo de tal fragilidade, é o caso da atriz Carolina Dieckmann que teve fotos íntimas hakeadas no ano de 2012.

Consequentemente, o Congresso Nacional sanciona a lei 12.737 de dezembro de 2012 chamado de lei “Corolina Diekmann”, que tem o intuito de punir aqueles que furtão dados particulares, entretanto, a lei torna-se ineficiene, de acordo com o levantamento de 2018 feito pela SaferNet Brasil junto ao Ministério Público Federal, contabilizou 133.732 queixas como pornografia infantil, crime contra a vida e entre outros. Diante disso deve-se  reavaliar a frase do filósofo Thomas Hobbes “o homem é o lobo do próprio homem,” hoje os artefatos tecnológicos aniquilam o próprio homem. Infelizmente, tal frase mostra a situação em que o país vive, dessa forma necessita de uma solução para conter os crimes cibernéticos.

Portanto, os crimes cibernéticos são um empasse que precisa ser superado, dessa forma o governo deve investir em plantaformas de segurança, como  empresas especializadas em segurança virtual, visando a segurança das pessoas que expõem dados pessoais em sites e redes sociais. Além, de disponibilizar palestras a população de como se conscientizar para não serem vitimas de hackers, garantindo uma sociedade mais harmonica, e impor com maior rigidez a lei 12.737 de dezembro de 2012.