Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 28/12/2020
Na física, o conceito de entropia determina o grau de desordem em sistemas termodinâmicos. Analogamente, a ocorrência de crimes cibernéticos persiste de forma desordenada, uma vez que, no Brasil, esses acontecimentos são invisibilizados e as medidas para o combate a essas questões são insuficientes. Diante dessa perspectiva, esse desarranjo gera desafios, em virtude da ausência de discussões acerca dessa temática, bem como das ações ineficientes do Estado brasileiro.
Depreende-se, antes de tudo, que, para prevenir esses atos criminosos, é preciso incitar o debate sobre eles. Nesse sentido, de acordo com o filósofo alemão Habermas, a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Dessa forma, com o intuito de confrontar esse problema de forma efetiva, é imprescindível que a população se torne consciente acerca desse assunto. Contudo, essa temática ainda é bastante invisibilizada, tanto pela própria sociedade, quanto pelo governo, dado que essas conversações não ocorrem nem nos espaços públicos, nem no cotidiano das pessoas. Assim, discutir essas situações abertamente diminuiria os desafios de combatê-las.
Infere-se, ademais, que o Estado deve atuar de forma efetiva nessa problemática. Nessa perspectiva, segundo o pensador Umberto Eco, para ser tolerante, é preciso fixar os limites do intolerável. Destarte, a fim de que as violações cibernéticas sejam eliminadas, as entidades governamentais precisam intervir com medidas que atuem diretamente nessas adversidades. Sob esse viés, essa intercessão deve ser feita na apuração acelerada desses casos, para que os criminosos não possam realizar mais ataques, além de alertas para com a população. Assim sendo, a atuação plena e ativa do governo minimizaria as dificuldades de supressão desses casos.
Conclui-se, portanto, que a entropia desses crimes deve ser obstinada e ações efetivas devem ser tomadas. Nesse contexto, o Ministério da Defesa, com o apoio de entidades policiais e cientistas da computação, deve, por meio de verbas públicas, criar um programa de combate a atos criminosos virtuais. Dessarte, esse projeto atuaria em duas vertentes, tanto na conscientização da população, bem como na apuração acelerada dos casos. Dessa maneira, a primeira perspectiva seria a partir de palestras gratuitas semanais em espaços públicos, com a presença de cientistas da computação que possam ensinar aos indivíduos métodos de proteção desses ataques. Além disso, a segunda dimensão seria no reforço policial, com a contratação de profissionais de tecnologia que rastreiem os criminosos para serem julgados mais rapidamente. Em suma, essas ações poderiam fazer com que essas ocorrências decresçam na nação brasileira.