Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 29/12/2020
A Constituição de 1988 garante a segurança para todos os cidadãos brasileiros. Contudo, ao analisar a questão dos crimes cibernéticos no país, fica evidente que a população brasileira não goza, plenamente, dos direitos previstos na Carta Magna, e a globalização e o descuido da população são impasses para o combate da problemática. Sendo assim, fica evidente a urgência de intervenções.
Em primeiro plano, a globalização, a partir do desenvolvimento tecnológico, interligou o globo, o que dificultou o controle dos delitos virtuais. Nesse sentido, o geógrafo Milton Santos caracterizou a globalização atual como perversa devido a vários fatores, incluindo a facilidade de cometer crimes na internet. Dessa maneira, é fundamental que haja um esforço do governo brasileiro com o objetivo de tornar o espaço virtual mais seguro.
Em segunda instância, a falta de conscientização da população a respeito dos malefícios da internet é um desafio para atenuar os delitos cibernéticos. Sob esse prisma, o filósofo Immanuel Kant afirmou que o homem não é nada além do que a educação faz dele. Com isso, o pensador esclarece o protagonismo do ensino na formação e conscientização do indivíduo. Destarte, o descuido da população é reflexo de uma sociedade carente de uma instrução educacional adequada.
Portanto, é necessário que o Ministério da Educação-órgão governamental responsável por zelar pela educação dos brasileiros-reformule o sistema de educação pública por meio da implementação de aulas que abordem temáticas sociais contemporâneas a fim de promover uma conscientização da população a respeito dessas questões. Além disso, é fundamental que o governo imponha multas mais altas e penas mais longas aos crimes cometidos virtualmente para que os criminosos tenham um maior receio em praticar o delito. Com essas ações em prática, será possível ter sucesso no combate aos crimes cibernéticos e honrar com a Constituição Cidadã.