Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 05/01/2021
De acordo com o documentário americano, “O Dilema Das Redes”, se você não está pagando por um serviço, você é o serviço, ou seja, as mídias sociais são lugares de entretenimento gratuito, mas que possuem diversas armadilhas sociais. Ademais, o furto de dados e senhas se tornou um fato comum, isso se deve ao desconhecimento populacional acerca do assunto e tem como resultado, o comprometimento do bem-estar e da intimidade do indivíduo. Da mesma forma, a divulgação de imagens de menores de idade é um crime recorrente, esses conteúdos são vendidos ilegalmente, difamando a psique infantil e contribuindo para a criminalidade.
Em primeira análise, deve-se ressaltar o Artigo 12 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que profere que todos os cidadãos têm direito a privacidade, em outras palavras, a violação de dados e senhas nas mídias sociais não condiz com os direitos humanitários. Além de que, uma grande parcela de culpa recai sobre a comunidade, que adentra sites de compra suspeitos e não possuem conhecimento acerca do perigo que estão correndo ao navegar nas mídias. Dessarte, entre as consequências resultantes, pode-se citar o comprometimento do bem-estar populacional, visto que muitas informações furtadas são utilizadas para fins negativos, ocasionando calamidades na vida emocional do indivíduo, podendo desencadear enfermidades como a ansiedade e o estresse.
Sob um segundo olhar, consoante com o pensamento do Papa Francisco, que profere que não são só as guerras que corrompem a sociedade, mas as injustiças e as mazelas sociais também, deve-se salientar a contribuição do furto de dados para a propagação de crimes como a pedofilia, em que imagens de crianças são roubadas e vendidas ilegalmente. Outrossim, esses conteúdos causam o embaraçamento da figura infantil, gerando resultados funestos na vida do pequeno, além de propagar ideais criminosos. Analogamente, a fim de exemplificação, tem-se o caso de uma garota de 13 anos de Porto Alegre, que tentou suicídio após ter sua figura nua exposta em uma mídia social.
Por tal prerrogativa, é de incubência do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações fomentar o conhecimento acerca dos perigos das redes, sendo efetuado pro meio de palestras nos centros comunitários, destinadas à toda a comunidade, com o objetivo de garantir a conscientização dos indivíduos acerca das adversidades e consequentemente reduzir o número de crimes cibernéticos. Além disso, o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos deve promover propagandas nas mídias sociais, para os pais e proferindo acerca dos perigos das crianças nas redes, além dos cuidados necessários com o adolescente, com o objetivo de evitar a exposição de crianças e jovens nas mídias e a propagação de crimes, difundindo uma sociedade exímia e contribuindo com os princípios do Papa.