Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 07/01/2021

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos. No entanto, os crimes cibernéticos dificulta a concretização dos planos de More. Esse cenário é fruto da negligência estatal e da falta de conscientização popular.

Inicialmente, é notável que a negligência estatal é fator determinante para a perpetuação da problemática. Nesse sentido, a Constituição federal de 1988 prevê o direito à segurança e ao bem-estar social. Contudo, o descumprimento desse direito agride a legislação, uma vez que o embate persiste, pois o estado não produz leis que coíbam a continuidade desses crimes e os cidadãos ficam cada vez mais expostos à invasores digitais, por conta da falta de punição aos infratores e instrução aos usuários.

Outrossim, Jean Paul Sartre, filósofo existencialista discorre em suas obras que o homem é condenado a ser livre, sendo responsável pelos seus atos. Ademais, a atual sociedade não busca maneiras de se proteger desses criminosos e continua exposta, uma vez que a mesma não demonstra engajamento com a resolução desse empecilho ao tentar se informatizar para dificultar esses crimes e não sabem como denunciar após o ocorrido, tudo isso interrompe o desenvolvimento nacional.

Infere-se portanto, que medidas são necessárias para combater os crimes cibernéticos. Assim, o Ministério da Justiça deve promover modificações na legislação para punir os infratores de forma mais eficaz, por meio da criação de ouvidorias para as vitímas para facilitar as investigações, juntamente com o Ministério da Cidadania que por meio da mídia em programas televisivos e páginas na internet deve informatizar a população para dificultar esses crimes. Somente assim a coletividade alcançará a Utopia de More.