Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 08/01/2021
A série norte-americana “Black Mirror”, disponibilizada pela plataforma Netflix, retrata, em um de seus episódios, o drama vívido por jovem, no qual o mesmo sofre um golpe virtual na defluência de uma invasão por hackers, possuindo suas intimidades sob ameaça de exposição para a família do mesmo. Na contemporaneidade, diversos adolescentes, jovens e adultos de todas as idades, nacionalidades e classes, como o jovem retratado pela série, vivem realidade essa no âmbito cibernético. Neste sentido, ainda é preciso superar diversos entraves, entre eles, por exemplo, a falta de segurança no setor digital, corriqueiramente comum, no qual representa um impasse para o fim dos desafios de se construir uma rede virtual mais segura.
A princípio, é mister analisar como a falta de infraestrutura, ajuda a perpetuar as barreiras para se alcançar uma rede digital confiável e convicta. Decerto, vale lembrar que no Brasil, segundo dados da empresa cibersegurança Symantec, mais de 62 milhões de brasileiros são afetados por crimes virtuais diariamente. A prova disso está na decorrência dessa falta de autossuficiência nos setores de segurança virtual, que perpetuam a persistência de muitos documentos, tal como a necessidade de apurar roubos de dados pessoais que, segundo, o IBGE demonstra que, o mesmo, pode ser determinante para desencadear clones de cartão de crédito, roubo de dados bancários e documentos pessoais, sejam por vírus advindos de links falsos, sejam por perfis falsos oriundos de sites não verificados. Nesse sentido, os usuários da rede correm riscos demansiados cotidianamente.
Torna-se evidente, portanto, a substancialidade de ir de encontro aos crimes cibernéticos que afetam, negativamente, a segurança e bem-estar dos inclusos nesse quadro. Cabe às instituições de ensino, junto a família, abordar e trabalhar a prevenção e o cuidado que se deve obter virtualmente através de pedagogos e palestras socioeducativas, com intuito de conscientizar e informar os perigos dos quais os mesmos correm. Ademais, é preciso que o Ministério da Tecnologia, por intermédio de verbas da União e do fundo rotativo, mova capital para criar uma infraestrutura qualificada e confiável no meio cibernético, em prol da segurança dos afetados e da melhoria do sistema. Outrossim, o Ministério da Defesa deve investir em tecnologia, pesquisa, inovação e na capacitação de profissionais atuantes nesse globo para, assim, dessa forma promover a segurança do país. Além disso, como ONGs, junto à mídia, podem divulgar como notícias e criar projetos dando dicas e ideias de autocuidado e defesa para a sociedade, através de campanhas publicitárias e trabalhos de conscientização. Dessa forma, combatendo o embate deletério do problema no Brasil.