Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 14/01/2021

Ao longo da história brasileira, diversos entraves foram encontrados na tentativa de desenvolvimento da nação. Atualmente, destaca-se, devido à sua recorrência hodierna, os casos de crimes cibernéticos. Ao analisar o impasse, percebe-se que ele está vinculado não só à falta de educação informática da população, mas também à ineficácia do Estado na resolução desse infortúnio.

Primordialmente, cabe lembrar a máxima do filósofo Kant, “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele.” Assim, conclui-se que a falta de conscientização sobre segurança na internet leva à banalização do assunto. Outrossim, faz-se mister pontuar que orientações básicas a respeito do ciberespaço poderia evitar vítimas de crimes como clonagem de cartão, que não sabem verificar a confiabilidade de sites de compras. Dessarte, é importante fulgir sobre a vulnerabilidade que as crianças estão expostas na tecnologia, principalmente quando os pais não sabem bloquear sites específicos, o que deixa o infantil suscetível a predadores online, bem como conteúdos adultos.

Ademais, é fulcral pontuar a posição de inércia do Estado no que tange resolver essa problemática. Sendo assim, conquanto os crimes cibernéticos se expandem, as autoridades ainda não desenvolveram uma legislação rígida que combata a raíz do impasse. Não raro, pessoas são vítimas de invasão de hacker e os criminosos -devido à negligência governamental- saem impunes, como foi o caso da atriz Vanessa Hudgens, que teve suas fotos expostas em 2011, até hoje sem justiça. Essa conjuntura, segundo John Locke, configura-se como quebra do “contrato social”, uma vez que o Estado não cumpre sua função de garantir segurança.

Em resumo, medidas exequíveis precisam ser adotas. Doravante, o Poder Público, por meio da elaboração de uma lei eficaz referente ao problema, deve garantir que todos os sites possíveis tenham cadastro por leitura facial, a fim de assegurar mais confiança aos usuários. Além disso, veículos midiáticos devem, por meio de comerciais, tratar o tema diariamente com dados estatísticos, com fito de garantir o convencimento social. Dessa forma, observar-se-ia um Brasil mais digno e humano.