Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 15/01/2021
No livro “Fortaleza Digital”, de Dan Brawn, os personagens ali presentes lutam pela privacidade digital do país após um crime cibernético. No Brasil, de forma análoga, o recorrente uso de ferramentas tecnológicas atraem criminosos que, por sua vez, usam seus conhecimentos para a realização de infrações numa população vulnerável. Nesse âmbito, convém analisar os perigos no uso de tais ferramentas e a ocorrência de delitos decorrente da problemática educacional nacional.
É importante salientar, antes de tudo, que o não conhecimento desses inovadores utensílios pode promover um exacerbado número de transgressões. Dessa forma, segundo o empresário Steve Jobs, “A tecnologia move o mundo”, e, torna-se evidente que, numa nação cuja tecnologia se torna cada vez mais elitista, como no Brasil, o crescimento do analfabetismo digital faz-se eminente, sendo inevitável o aumento de fraudes em meio digital. Logo, se faz urgente políticas eficazes para a redução desse fato.
Ademais, o precário ensino público brasileiro reforça o crescente aparecimento de crimes online. Nesse sentido, segundo o autor Izaac Azimov, “Se a ciência pode gerar problemas, não é com a ignorância que podemos resolvelas”, desse modo, se faz claro que a má mobilização governamental em relação a dinamização de novas tecnologias torna, infelizmente, ataques e invasões em mídias digitais acontecimentos frequentes. Com isso, percebe-se o descaso do Estado para com uma área de suma importância em nosso tecido social.
À luz do que foi dito, soluções fazem-se necessárias para a resolução de tal empeço. Dessa forma, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança, realizar projetos de extenção dentro de escolas e universidades públicas, com o objetivo de ensinar jovens e adolescentes o perigo de ataques e fraudes em meio tecnológico. Por fim, podemos chegar mais perto de uma sociedade mais justa para todos.