Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 16/01/2021
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, onde o corpo social padroniza-se na ausência de crimes e conflitos. Fora das páginas, o que se observa na realidade é o oposto do apresentado pelo autor, uma vez que os crimes cibernéticos apresentam barreiras para o mundo utópico de More. Esse cenário antagônico é fruto da pouca instrução sobre como se proteger na internet e da ineficiência do estado em punir os infratores.
Em primeiro lugar, faz-se necessário lembrar que grande parte da sociedade brasileira pode ser classificada como “analfabeta digital”, pois apenas uma parcela dos cidadaõs tem o privilégio de receber a instrução correta sobre como se proteger de possíveis ameaças nesse meio. De acordo com o filósofo inglês Thomas Hobbes “O homem é o lobo do homem”; tal referência pode ser associada àqueles que navegam na “rede” sem deter dos conhecimentos necessários, e acabam se expondo a inúmeras situações perigosas.
Além disso, o Estado peca em aplicar a devida punição aos criminosos, pois o sistema de defesa que se é ultilizado no país não é eficiente. Uma pesquisa feita pela associação SaferNet Brasil, mostra que o número de denúncias de cibercrimes, teve um salto acima de 110% no espaço tempo de apenas um ano. Destarte, fica evidente o quão vulnerável o país inteiro se encontra.
Portanto, se faz mister que o Governo tome medidas para amenizar o quadro atual. Para que a segurança cibernética prevaleça, urge que o Ministério da Justiça e Segurança implemente, por meio de programas comúnitarios um curso gratuito que instrua sobre os perigos virtuais. É de suma importância que a verba destinada a esse ministério, seja redestribuída, dando enfoque na capacitação profissional, e melhoria nos sistemas tecnológicos. Somente assim, os cidadãos estarão aptos a se precaverem, e os profissionais serão capacitados para o cumprimento de seu dever, e então a sociedade estará mais próxima da utópica de More.