Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 27/02/2021
Na série “13 Reasons Why”, evidencia-se o sofrimento psíquico e o preconceito que Hannah Baker sofre no colégio após ter suas fotos de momentos íntimos vazadas. De maneira análoga, assim como a protagonista, várias pessoas, infelizmente, sofrem com a criminalidade virtual, o que revela uma grave falha na estrutura cibernética mundial. Nesse sentido, em razão de uma educação cibernética defiitária e de uma mal comportamento social, emerge uma situação complexa que precisa ser revertida.
Diante desse contexto, a falta de preparo do povo no mundo digital é uma forte razão ao impasse. Nesse viés, conforme Paulo Freire — filósofo brasileiro — sem educação, a sociedade não muda. Sob essa lógica, se há um obstáculo social, há uma lacuna educacional. Diante do pressuposto, no que tange a grande presença de crimes na web, nota-se que baixa qualidade educacional faz emergir uma grande vulnerabilidade das vítimas, uma vez que a escola não cumpre o seu papel no sentido de prevenir e reverter os impasses coletivos, já que não aborda esses assuntos nas salas de aulas. Assim, um caminho possível para combater a insegurança virtual é por em prática a ideia verificada por Freire: usar a educação para melhorar o futuro da nação.
Ademais, vale ressaltar que a forma como os indivíduos lidam com tal situação é outro grave motivo ao entrave. Sob esse ângulo, consoante a filósofa Hannah Arendt, o pior mal é aquele visto como algo cotidiano. Sendo assim, ao se analisar o comportamento de muitos navegadores quando vaza alguma foto íntima de um famoso, percebe-se que eles não têm noção da gravidade da situação e o quão constrangedor é o momento para a vítima, uma vez que compartilham — para qualquer um — o nude, por exemplo, no caso do Chris Evans, que foi o assunto do momento no twitter. Com isso, é preciso mudar a mentalidade do povo para que o mundo consiga combater o problema denunciado por Arendt: a banalidade do mal.
Infere-se, portanto, que o administradores digitais precisam fiscalizar o mundo da internet, por meio de profissionais qualificados, como detetives e, até mesmo, hackers, com a finalidade de conseguir rastrear e deter os criminosos da web e de ofertar maior segurança às pessoas. Além disso, o Ministério da Educação, enquando regulador das práticas educacionais do país, fortifique a autodefesa dos cidadãos, por meio de projetos pedagógicos, que estimulem eles a desenvolver práticas para não cair em armadilhas na internet e, nos casos de violação de privacidade, ofertar uma maior empatia ao próximo nessas situações, a fim de diminuir os índices de infrações virtuais e ampliar o apoio psicológico às vítimas. Dessa forma, espera-se combater os crimes cibernéticos.