Desafios no combate aos crimes cibernéticos

Enviada em 07/04/2021

De acordo com a multinacional Symantec, a cada minuto, 54 pessoas são vítimas de crimes cibernéticos no Brasil. Nesse contexto verifica-se que o crime cibernético já está mito presente na sociedade brasileira e que possui muitos contratempos para que o combate seja efetivo. Esses obstáculos ocorrem não só pela falta de conhecimento tecnológico da população, mas também pela falta de profissionais especializados nas ferramentas virtuais. Logo, faz-se necessária a análise dessa conjuntura, com o objetivo de mitigar essa problemática.

Em primeira análise, vale destacar que, de acordo com o sociólogo Émile Durkheim, “o indivíduo só poderá agir na medida em que aprender a conhecer o contexto em que está inserido”. Nesse âmbito, a sociedade brasileira atual vai de total desencontro com a citação de Durkheim, uma vez que é evidente a ignorância dos cidadãos em relação ao mundo virtual. Isso acontece porque que muitas pessoas não foram educadas tecnologicamente e não são conscientes de como seus dados são usados na internet. Dessa maneira, a falta de informação por parte dos cidadãos, facilita que os mesmos caem em golpes e sejam hackeados.

Outrossim, vale ressaltar que o uso demasiado de aparelhos, como, computadores e smartphones aliados ao uso da internet, mostra um avanço para a sociedade, visto que, proporcionam ajuda nas mais variadas questões. Isso posto, ao passo em que os avanços tecnológicos vão ocorrendo, os crimes virtuais vão crescendo proporcionalmente, pois os criminosos se especializam na medida que avança e as autoridades responsáveis em punir tais crimes não acompanham esses avanços. Ademais, os profissionais competentes tangem a eficiência de seus trabalhos, e são despreparados se comparado aos delinquentes no quesito domínio da tecnologia. Desse modo, a falta de habilidade, conhecimento e capacidade dos responsáveis pela prevenção de crimes relacionados a internet não é condizente com o melhor cenário, já que não auxilia na redução dos crimes virtuais.

Depreende-se, portanto, que são necessárias mudanças para que haja uma redução desse revés. Para isso, é mister que o Ministério da Educação, por meio da alteração da base comum curricular, ofereça o estudo no ensino fundamental mais focado acerca das tecnologias virtuais e seus riscos, com o auxílio de ferramentas como programas e jogos, com objetivo de educar crianças e adolescentes e torna-los mais eficientes na manipulação dos meios tecnológicos. Ademais, também se faz imprescindível que o ministério da saúde, por meio de uma maior destinação de investimento, disponibilize “aulões” e cursos para os habitantes, com intuito de tornar e criar profissionais que possam atuar ativamente no confronto aos crimes digitais, ou caso já sejam conhecedores aprimorarem tal conhecimento.