Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 03/04/2021
“Tornou-se aterradoramente claro que a nossa tecnologia ultrapassou a nossa humanidade”. Esta frase, do físico e teórico alemão Albert Einstein, põe em destaque a atual discussão sobre a relação entre as novas tecnologias de informação e a humanidade, categorizada por uma relação de extrema dependência dos dispositivos eletrônicos portáteis - como smartphones e computadores pessoais - para acesso à rede. Nesse contexto, questões relacionadas ao combate aos crescentes casos de crimes cibernéticos tomam grandes proporções e persistem devido, não só à escassa fiscalização de crimes no ambiente virtual, mas também ao baixo grau de informação da população brasileira quanto a segurança de dados na rede.
Primeiramente, é necessário destacar que a utilização da internet como meio para interações sociais e entretenimento é um fenômeno recente, mas que, ano após ano, toma proporções cada vez mais intensas. De acordo com a revista Exame, entre 2005 e 2015 o acesso ao ambiente virtual nos domicílios brasileiros cresceu quase 500%. Diante dessa perspectiva, era de se esperar, portanto, que a fiscalização de crimes no ambiente virtual seguisse um crescimento diretamente proporcional. Porém, infelizmente, a baixa priorização do governo quanto a criação e manutenção de leis que garantissem a segurança online da população resultou na falta de controle no combate aos crimes cibernéticos, tornando o problema ainda mais desafiador.
Outrossim, a baixa educação informática da população brasileira acarreta num uso despreocupado e irresponsável das tecnologias, o que torna as pessoas ainda mais vulneráveis à ataques virtuais. De acordo com Fabricio Mota, professor e advogado brasileiro, “O usuário tem de ser receoso. A partir do momento em que se tem a percepção do risco, adotar providências para diminuir as ameaças será algo quase instintivo”. Sendo assim, torna-se evidente a existência de fatores que dificultam um combate contínuo e eficaz aos crimes cibernéticos.
Portanto, fica claro que são necessárias medidas para que tais entraves sejam solucionados. É necessário que o Ministério da Educação, em parceria com escolas e com a mídia, crie programas educacionais sobre o uso seguro e responsável dos aparelhos digitais e da internet. Estes programas devem ser aplicados desde o ensino infantil, visto que o conhecimento enraizado desde a infância é um fator chave para a criação de adultos mais responsáveis e cuidadosos em relação ao ambiente virtual. Além disso, campanhas e vídeos educativos devem ser veiculados nas mais diversas mídias digitais, com o objetivo de alcançar o maior público possível. Com estas ações, espera-se um combate efetivo e crescente aos crimes cibernéticos na sociedade brasileira.