Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 08/04/2021
Pode-se afirmar que, com a ocorrência de diversas revoluções industriais antecedentes, as primeiras décadas do século XXI têm sido delineadas pela ascensão de uma nova mídia, as redes sociais. Estas, apesar de terem favorecido a troca instantânea de informações, também propiciou o surgimento de condutas criminosas, ocorridas no ciberespaço. Nesse sentido, hackers altamente capacitados, através de técnicas avançadas, roubam e usam informações pessoais e dados relevantes de outras pessoas. Além disso, outro exemplo de crime virtual comum é o cyberbullying, que consiste nos atos de criar comunidades, divulgar imagens, mensagens ou qualquer outra forma de denegrir a imagem da vítima.
Em primeiro plano, no mesmo passo que a evolução dos recursos tecnológicos, as ameaças e crimes praticadas via computador, como roubos e falsificação de dados, posse de imagens pessoais e estelionatos eletrônicos, se aprimoraram com o passar dos anos. Sob essa ótica, a maior parte das vítimas do delito informático não têm conhecimento sobre os prejuízos e se tornam vulneráveis à ataques digitais. Tal questão pode ser ilustrada na série ‘’You’’, na qual o perseguidor Joe descobre diversas informações sobre sua vítima através de suas redes sociais. Logo, é notório que a carência de cuidado no compartilhamento de informações particulares na “web’’ é uma ameaça à segurança individual.
Além disso, é relevante mencionar outra forma de crime cibernético, o cyberbullying, que se manifesta através da partilha de textos, fotos agressivas ou humilhantes para com outras pessoas. Nesse cenário, o fato do crime ser praticado através da internet faz com que os agressores não tenham de confrontar diretamente com a vítima, e assim, atuam de forma anônima e muitas vezes através de falsas identidades. Dessa forma, as denúncias do crime estão conectadas à complexidade de se eliminar todas as fontes de divulgação de materiais caluniosos, devido à alta propagação de dados pela internet. Sendo assim, o trabalho do policial de contenção e identificação dos infratores, quando eles usam o anonimato, se torna demorado e, em alguns casos, ineficaz. Dessa maneira, os indivíduos passam por enormes constrangimentos e por constantes sensações de impotência.
Portanto, medidas são necessárias para solucionar esse impasse. Dessa forma, é necessário que o Ministério da Justiça, juntamente à Segurança Pública, elabore leis mais rígidas voltadas à contenção dos crimes cibernéticos. Além disso, é fundamental que o Ministério da Educação, a partir dos investimentos nas aulas de informática, promova atividades educacionais nas escolas a fim de esclarecer os riscos da teia cibernética – com o intuito de ensinar aos jovens internautas sobre a importante prudência no mundo tecnológico.