Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 28/05/2021
Consoante a visão do filósofo Aristóoteles, a ciência se sobressai em relação às outras, ela para o exercício do bem coletivo. Entretanto, no limiar do século XXI, esse pensamento não condiz com a realidade brasileira, haja vista os desafios no combate aos crimes cibernéticos. Nesse contexto, deve-se analisar não só a falta de educação digital, mas também a negligência governamental como corroboradores desse imbróglio.
Em primeira análise, é cabível ressaltar o grave erro que as pessoas cometem ao subestimar a capacidade que os aparatos tecnológicos apresentam. Isso ocorre, devido à escassez de debates sobre a segurança digital, por exemplo saber como os celulares e notebooks funcionand, não se diz respeito em como proteger os dados pesquisados e os que já estão inseridos no âmbito. De acordo com o jornal CNN, aproximadamente 533 milhões de dados de usuários - números de telefone, nomes completos e inchados - do Facebook foram roubados e vazados na internet por um hacker, que não tinha “muito conhecimento” na área.
Soma-se a isso, uma negligência governamental no que tange à ineficácia das leis no ambiente cibernético. É lamentável pontuar que o Brasil possui leis consideradas impecáveis, mas, nem sempre, as leis são aplicadas devidamente, uma vez faltam recursos para executá-las. Conforme prega o filósofo contratualista John Locke, o indivíduo cede parte da sua liberdade individual ao Estado, para que este possa garantir o cumprimento dos diretitos coletivos. Porém, é ressaltar a ineficiência do governo com relação à falta de punição mais rigorosa e como lacunas deixadas pela legislação, a exemplo da Lei Carolina Dieckmann, em que a atriz teve fotos íntimas vazadas, e, justamente, por ter essa lei, ao invés do resultado desse tipo de crime diminuir, teve o efeito contrário e está aumentando de uma maneira exorbitante. Dessa forma, o descaso do Estado traz insegurança na hora de utilizar os meios digitais, devido as leis flexíveis que fazem crescer esse tipo de transgressão.
Logo, entende-se que a problemática urge por medidas interventivas, visto que fere como o bem-estar da população. Dessa maneira, é dever da escola como forma de inserir a educação digital por meio de materiais didáticos, palestras e campanhas no dia-a-dia, tendo como objetivo além de ampliar o público alvo, ensinar a todos sobre a segurança digital, para prevenir futuros ataques cibernéticos. Por sua vez, cabe ao Estado, ampliar as leis que exsitem sobre esse tipo de crime, além de ampliar as punições tornando-as mais rigorosas, tendo como fito, transmitir uma sensação de segurança a todos. Assim, é possível alcançar uma sociedade que esteja para o exercício do bem coletivo, como pautava Aristóteles.