Desafios no combate aos crimes cibernéticos
Enviada em 28/05/2021
“Brasil, País do Futuro’’ é uma obra escrita pelo renomado Stefan Zwieg, para enaltercer não somente aspectos positivos da nação, mas também para denunciar graves violações à dignidade humana. Tal senso crítico apresentado na coletânea de Zweig, convida o homem hodierno a uma importante missão: erradicar desafios no combate aos crimes cibernéticos. Essa panorama cruel suscita ações mais efetivas tanto do Poder Público, quanto da sociedade com o fito de solucionar esse problema.
Antes de tudo, vale analisar a postura negligente do Estado, no que se refere a crimes cibernéticos. A esse respeito, o filósofo Aristóteles afirmou, em sua obra Ética “A Nicômaco’’, que a sociedade somente encontrará equilíbrio se houver igualdade social para todos. No entanto, pode-se afirmar que os crimes cibernéticos acaba ferindo o direito de segurança garantido no Art.5 da Constitução Federativa de 1998.
Outrossim, a posição inerte do corpo social corrobora esse flagelo. Ademais, o sociólogo Zygmunt Bauman, em sua obra ‘‘Modernidade Líquida’’, afirmou que vivemos em tempos liquídos a qual sentimentos como empatia e respeito com o próximo esvaem-se pelos vão dos nossos dedos. Seguindo essa linha de pensamentos, a sociedade é marcada por traços de ignorância que contribuem na marginalização de pessoas no que se refere a crimes cibernéticos.
Urge, pois, aunião do binômio Arena Pública e Minétrio da Justiça Segurança Pública, a fim de desconstruir essa mazela. A priori, cabe ao Poder Público adotar medidas que visem o incentivo a não prática de crimes cibernéticos, pois acaba invadindo a privacidade de outra pessoa. A posteriori, cabe ao corpo social, com o auxílio da mídia, por meio de ficção engajada, desnaturalizar práticas que incluam internet ao crime, pois ela deve-se ser usada para meio de conhecimento. Destarte, é de extrema importância que o governo crie campanhas juntamente com o Ministério da Educação, com o objetivo de incentivar jovens a não particar crimes.